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PRE de Minas recebe representação contra candidatura de Dilma

PRE de Minas recebe representação contra candidatura de Dilma
PRE de Minas recebe representação contra candidatura de Dilma
Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais recebeu representação contra candidatura de Dilma ao Senado. O órgão diz que o pedido contra Dilma foi feito por um cidadão (de bem), advogado.

Do jornal O Tempo:


A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pode ter que enfrentar a primeira batalha para ter seu nome nas urnas eletrônicas para a disputa de uma das vagas ao Senado por Minas Gerais. Depois de anunciar sua pré-candidatura ao cargo na última sexta-feira, a petista teve uma representação contra sua campanha recebida pela Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais. O órgão diz que o pedido contra Dilma foi feito por um cidadão, advogado.

A “Coluna do Estadão”, publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” no domingo, informou que o PSDB iria questionar a candidatura da ex-presidente ao Senado. Entretanto, nesta segunda-feira (2), em conversa com a reportagem de O TEMPO, o presidente do partido em Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio, negou a informação associada a ele pelo jornal paulista.

Entretanto, de acordo com o deputado, o impeachment sofrido por Dilma por um crime de improbidade administrativa a torna uma ficha-suja, o que a impediria de se candidatar, mesmo tendo tido os direitos políticos assegurados em votação na época do impedimento. “Caberá à Justiça Eleitoral se manifestar sobre o assunto, mas no momento certo, não agora. Se a candidatura vir a ocorrer, nós confiamos na Justiça. Acreditamos que é um papel que deve ser desempenhado primeiro pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela Justiça, se aceitam ou não o registro da candidatura de qualquer candidato, de qualquer partido, que tenha ficha suja”, disse o presidente do PSDB-MG.

Sem que tivesse conhecimento da negativa por parte dos tucanos em Minas, o deputado estadual pelo PT Rogério Correia disparou contra os adversários.

“Ficou pior (para o PSDB), pois todas as pesquisas mostram a ex-presidente líder na disputa, e com muita folga”. Segundo o deputado, restou aos tucanos “golpear a democracia, a escolha soberana do povo”, referindo-se à informação publicada por “O Estado de S. Paulo” sobre um possível pedido de representação.

Durante o processo de afastamento de Dilma, em agosto de 2016, o Senado votou por afastá-la do mandato de presidente, mas manteve a habilitação da petista para concorrer a cargos públicos. Na época, 42 senadores votaram a favor da inelegibilidade de Dilma, enquanto o número necessário para que o impedimento de oito anos valesse era de 54 votos.

A sessão de julgamento, realizada em 31 de agosto daquele ano, foi presidida pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que aceitou o pedido de segmentar as votações: uma para o impeachment e outra para a inelegibilidade.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma não está inelegível por decisões do colegiado. Em junho do ano passado, o tribunal decidiu-se pela improcedência de uma ação que pedia que a chapa Dilma-Temer fosse cassada. Por 4 votos a 3, a maioria dos ministros entendeu que não houve abuso de poder político e econômico na campanha deles no último pleito presidencial. A ação havia sido protocolada pelo PSDB e pela coligação Muda Brasil, que sustentava a candidatura do senador Aécio Neves.

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