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Greve dos professores municipais em Salvador

Greve dos professores municipais em Salvador

Escola Municipal Metodista Susana Wesley – Foto: Mailson Ramos/ NOSSA POLÍTICA

Em Itapuã, manifestantes estiveram concentrados em frente à igreja de Itapuã. Depois, eles seguiram em uma caminhada pela Avenida Dorival Caymmi, na manhã desta quinta-feira.

Do A Tarde:


No segundo dia de greve, os professores da rede municipal de ensino realizam atos em diferentes pontos de Salvador na manhã desta quinta-feira, 12. A categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado depois do impasse na reunião entre representantes da classe e da gestão municipal que aconteceu na noite desta quarta, 11.

Segundo um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Marcos Barreto, os atos que acontecem hoje, e que estão previstos para ocorrer também nesta sexta, 13, são organizados por docentes lotados em gerências regionais.

“Ao todo, temos 10 gerências em Salvador, como na Liberdade, Centro, Orla, Suburbana 1 e 2, Cajazeiras, Cabula, Itapuã e Pirajá. Com isso, os docentes que trabalharam nestas áreas vão realizar caminhadas e trabalho de conscientização dos professores que ainda não aderiram ao movimento e, principalmente, orientar a comunidade escolar sobre as causas da greve”, disse Marcos.

Em Itapuã, manifestantes estiveram concentrados em frente à igreja de Itapuã. Depois, eles seguiram em uma caminhada pela Avenida Dorival Caymmi, na manhã desta quinta-feira.

Campanha salarial

A categoria, que está em campanha salarial desde abril, reivindica quatro pontos: reajuste de 12,41% no salário, 10% de aumento na alimentação, mudança de nível e eleições diretas para diretores.

“Neste momento, o que temos é um impasse. Durante a reunião de ontem (quarta, 11) não houve nenhum acordo. Eles disseram que não têm condições de dar o que pedimos de reajuste, alimentação nem a mudança de nível. Mas, dos quatro itens que pedimos, apenas um parece ir para frente, que são as eleições para diretores”, afirmou Marcos.

Ele ainda informou que “nosso estado de greve não é apenas financista, apesar de não haver reajuste para a categoria há algum tempo. Em segundo plano, lutamos também por melhores condições das escolas, nas salas de aula. Há professores em Salvador que, para dar aula, têm que comprar material didático do próprio bolso. Há unidades sem climatização, sem ventilação e sem contar das alagações quando chove”.

A prefeitura de Salvador se pronunciou nesta quarta, por meio de nota, dizendo que considera como atitude “precipitada a greve dos professores”, haja vista que ocorrem rodadas de negociação e que também orientou o funcionamento normal das escolas.

De acordo com Secretaria Municipal da Educação (Smed), foi feito um balanço, divulgada na tarde desta quarta, que apontou que 7% das 431 escolas de Salvador aderiram à greve.


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