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Dilma lidera isolada disputa para o Senado em Minas

Dilma lidera isolada para o Senado em Minas
Dilma lidera isolada disputa para o Senado em Minas
Segundo a pesquisa Doxa (MG08013/2018), a petista segue disparada e isolada na liderança, com um índice de intenções de voto que se aproxima da soma dos seus adversários: 20%.

Da coluna de Raquel Faria, no jornal O Tempo:


Dilma passeia

Para a virtual candidata do PT ao Senado, Dilma Rousseff, a campanha está deixando de ser uma disputa eleitoral para virar um passeio na terra natal. Segundo a pesquisa Doxa (MG08013/2018), a petista segue disparada e isolada na liderança, com um índice de intenções de voto que se aproxima da soma dos seus adversários: 20% para ela e 26% para todos os outros, incluindo Aécio (11%). Além da ex-presidente e do senador, entraram na lista de nomes: Carlos Vianna, Dinis Pinheiro e Jô Moraes (3%); Rodrigo Pacheco, Bruno Siqueira e Reginaldo Lopes (2%); e Jaime Martins, Apolo Heringer e Adaclever Lopes (1%). A pesquisa é a primeira em Minas com entrevistas domiciliares e registrada à qual a coluna teve acesso neste ano.

Alvo de todos

A campanha de Dilma só não deve ser um passeio de carruagem porque ela vai levar muita pedrada. E de todos. “Ela é mineira, mas não é de Minas Gerais”, já dispara Dinis Pinheiro, chamando de “oportunismo eleitoral” a mudança de domicílio eleitoral da petista, de Porto Alegre para BH.

Chance de muitos

A vantagem de Dilma é tão grande que a disputa deve se resumir de fato à segunda vaga, já que a primeira parece reservada a ela. Mas, a pesquisa também tem boa notícia para os rivais da petista: vários (ou quase todos) passam a ter alguma chance se Aécio troca o Senado pela Câmara como vem indicando. Sem o tucano, nenhum concorrente se sobressai. Em tese, qualquer um dos nomes embolados entre 1% a 3% pode crescer e ganhar a vaga em aberto com a saída do tucano. Há espaço para crescer: 18% ainda não definiram o seu primeiro senador e 30% o segundo. Como todos os concorrentes de Dilma estão nanicos, qualquer um pode ganhar ou perder. O que faz da disputa da 2ª vaga do Senado a mais indefinida e imprevisível das eleições em Minas. E nem seria preciso dizer que a ex-presidente aumenta sua folga sem Aécio, o oponente mais forte.

Voto de desagravo

No PT mineiro o favoritismo de Dilma está sendo interpretado como reação ou resposta do eleitor ao impeachment que ela sofreu. “O voto nela é um voto de desagravo”, resume o deputado petista Reginaldo Lopes, que teve o nome incluído na pesquisa Doxa mas não deve disputar o Senado.

(…)