Blog do Mailson Ramos

Como silenciar um preso político?

Como silenciar um preso político?

Como silenciar um preso político?

A juíza Carolina Lebbos deixou bem claro que o fato de outros presos terem sido entrevistas na cadeia, não abre precedente para Lula.

A juíza da execução penal de Lula, Carolina Lebbos, recebeu ontem (18) a visita de cortesia do presidente do TRF-4, Thompson Flores. Um dia antes, Lebbos negou que o fotógrafo Ricardo Stuckert visitasse o ex-presidente Lula com as suas ferramentas de trabalho. Ou seja, Lula não pode conceder entrevistas.

A juíza deixou bem claro que o fato de outros presos terem sido entrevistas na cadeia, não abre precedente para Lula. Segundo a ela, ‘o fato de terem sido eventualmente realizadas entrevistas com outros presos em regime fechado, pontualmente citados pelo agravante, de modo algum poderia significar autorização genérica ou precedente vinculativo’.

Isso significa que Lula não é somente um preso político. Lula é um preso político silenciado. Com exceção das cartas, bilhetes e recados, o ex-presidente está isolado e sob a tutela de uma juíza que usufrui dos seus quinze minutos de fama, ainda que seja esta a primeira vez que os senhores e senhoras veem uma imagem diferente da magistrada.

Para Wadih Damous, deputado federal e advogado do ex-presidente, Lula “perdeu a liberdade, mas não o direito de se manifestar, de se expressar”. “Ela afirmar que precedentes outros de entrevistas com pessoas que estão ou estavam presas não vinculam essa decisão, que ela viesse tomar, é mais uma das tolices que essa juíza fala. Essas pessoas foram entrevistas porque a lei não proíbe que o seja, a Constituição não proíbe”, argumenta.

“Ou só ela conhece o Direito e a lei? O que, aliás, ela já demonstrou que conhece pouco. Se fosse proibido, isso não teria sido permitido por outros juízes. É o que acontece em Curitiba, eles constroem a própria lei”, conclui.

Até quando estes vernizes vão durar?

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