Nossa Política » Notícias » Bolsonaro em queda livre

Notícias

Bolsonaro em queda livre

Bolsonaro em queda livre
Bolsonaro em queda livre
O estatístico Paulo Guimarães afirma que é vítima do mesmo movimento que derrubou Marina Silva (Rede) em 2014.

Do Valor Econômico:


Com 29 anos de atuação em campanhas eleitorais de todos os partidos, do Psol e PT ao PSDB e DEM, o estatístico Paulo Guimarães afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem potencial para elevar para 20% a 22% as intenções de voto do candidato do PT, seja Fernando Haddad ou Jaques Wagner, e que isso pode colocar a sigla no segundo turno da eleição presidencial. Mas a transferência de votos não superará esse percentual e dependerá das condições de Lula, que está preso, fazer campanha. Se conseguir, quem mais perderá votos será Ciro Gomes (PDT).

Guru do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia (DEM), que ele ajudou a eleger em 1992 numa eleição que muitos davam como perdida – aparecia em terceiro no dia anterior ao primeiro turno -, “Paulinho” é responsável pela pesquisa encomendada pelo DEM para orientar os partidos do “Centrão” na busca pelo presidenciável mais competitivo. Para ele, nesse cenário fragmentado, a ida ao segundo turno está aberta a todos os candidatos, até João Amoêdo (Novo), mas a união dessas siglas será decisiva.

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) já é dono do discurso anti-PT e está inflado pelo erro dos adversários em bater em Lula. O caminho para crescer, aponta, é ser reconhecido como o opositor do governo Temer. Hoje ninguém ocupa esse espaço, nem o PT. “Tem aí 42% dos votos voando a espera de alguém”, diz.

Bolsonaro, afirma o professor aposentado da Unicamp, que trabalhou na campanha de Aécio Neves (PSDB) em 2014, é vítima do mesmo movimento que derrubou Marina Silva (Rede) naquela eleição: a suposta estabilidade ou crescimento nas pesquisas esconde um percentual elevado de eleitores que pensaram em votar nele e desistiram. O brasileiro primeiro diz que vai votar em alguém para depois prestar atenção nas ideias. “Ele vê uma mulher bonita e diz: é essa. Mas depois percebe que tem mau hálito e vai atrás de outra. Esse movimento é constante na eleição”.

(…)