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STF arquiva inquérito de Onyx Lorenzoni, que admitiu ter recebido caixa dois

STF arquiva inquérito de Onyx Lorenzoni, que admitiu ter recebido caixa dois
Fux atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e arquivou o inquérito que investigava o deputado federal Onyx Lorenzoni, acusado de receber R$ 175 mil via caixa 2 para sua campanha de 2006.

De acordo com matéria do Estadão, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e arquivou o inquérito que investigava o deputado federal Onyx Lorenzoni, acusado de receber R$ 175 mil via caixa 2 para sua campanha de 2006.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia requerido o arquivamento do inquérito justificando que as diligências realizadas não foram suficientes para comprovar o suposto crime.

Em sua manifestação, Raquel escreveu que o executivo Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, um dos delatores da Odebrecht, ‘não obstante afirmar a doação eleitoral não contabilizada ao deputado na campanha de 2006’, afirmou que não operacionalizou a entrega do valor, nem sabe declinar que o tenha feito, a forma, o local e a data da suposta doação.

“Dentro dessas premissas, não há prova, por ora, que tenha havido declaração falsa para fins eleitorais e se esgotaram os meios destinados elucidar os fatos”, escreveu Raquel.

Na planilha ‘Drousys’ – programa de controle dos desembolsos ilícitos do grupo -, o parlamentar é identificado pela alcunha ‘Inimigo’. Onyx Lorenzoni foi o relator na Câmara dos Deputados do mais importante projeto da história do Ministério Público Federal, o Dez Medidas de Combate à Corrupção, projeto que nasceu da Operação Lava Jato.

Em maio de 2017, o deputado admitiu ter recebido caixa dois. Em entrevista ao jornalista André Machado, da Rádio Bandeirantes de Porto Alegre, ele disse que o dinheiro foi doado por uma subsidiária da empresa no Rio Grande do Sul por meio de uma pessoa da confiança dele. O parlamentar gaúcho foi citado, na delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, como beneficiário de R$ 100 mil repassados pelo grupo.

O deputado pediu desculpas ao eleitorado gaúcho e disse que vai procurar o Ministério Público, na próxima semana, para relatar tudo o que ocorreu. “Quero pedir desculpas ao eleitor que confia em mim pelo erro cometido. Mas vou assumir lá na frente do Ministério Público e do juiz do caso. Vou reafirmar o que disse na entrevista à rádio porque, ao longo de 24 anos de vida pública, nunca mentir. Vou falar a verdade, mesmo que essa seja verdade seja dura contra mim”, afirmou.

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