Editorial

O nome da insubmissão é Sérgio Moro

O nome da insubmissão é Sérgio Moro

O nome da insubmissão é Sérgio Moro

Sérgio Moro não respeita mais as decisões do STF. A sua insubmissão tem irritado alguns ministros, mas isso não passa de irritação. Moro segue dando as cartas.

Quando o assunto é Operação Lava Jato, o STF não tem autoridade alguma para decidir. As suas decisões são sempre desrespeitadas ou questionadas pela turma de Curitiba.

Episódios recentes como a negativa da transferência do processo do Sítio de Atibaia para a Justiça de São Paulo ilustram a força e o poder de um juiz de primeira instância sobre a Suprema Corte.

Sérgio Moro não pestaneja antes de contrariar uma decisão do STF ou revidar com alguma medida que o desautorize. Recentemente, impôs tornozeleira eletrônica a José Dirceu, que foi libertado por decisão dos ministros da Segunda Turma. Ou seja, o STF libertou e o Moro prendeu.

Como naqueles contos sertanejos, ele é o delegado que manda soltar e manda prender. Não há instância superior que vença o messianismo da operação sediada em Curitiba.

Ademais, cada instância superior a Moro tem um paranaense como relator da Lava Jato. No TRF4 é João Pedro Gebran (inclusive amicíssimo do Moro), no STJ é Félix Fischer (que sabidamente tem ojeriza a Lula) e no STF é Luiz Edson Fachin (que trocou a biografia por manobras espúrias para não libertar o ex-presidente).

Será esta conexão paranaense resultado de coincidências do destino?

O que se sabe é que esta conexão é alinhada e não foge do princípio de manter Lula preso a qualquer custo e sem provas.

A insubmissão de Moro é a certeza de que esta conexão (e os seus propósitos) vai funcionar com ou sem a chancela da Suprema Corte.

E adeus à segurança jurídica e ao respeito às instituições superiores da Justiça.

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