Blog do Mailson Ramos

Neymar precisa jogar mais e aparecer menos

Neymar precisa jogar mais e aparecer menos

Neymar precisa jogar mais e aparecer menos

E o choro no meio do gramado? Foi uma peça de marketing para aparecer em todas as televisões do mundo ou um gesto descontrolado que escapa das mãos do gestor de jogadores, o treinador Tite?

No longínquo 19 de junho de 2015 – ou seja, há três anos – publiquei no Observatório da Imprensa um artigo sobre a imaturidade de Neymar. Revisitando o texto, vejo que ele continua imaturo e não utiliza o futebol que o consagrou para embalar a torcida brasileira, desconfiada desta seleção que busca o hexa para o Brasil.

Neymar é uma estrela e brilha com força. Não precisa de desmedidas ações para alastrar o brilho. Às vezes, parece forçoso impor sobre a testa aquele velho jargão do “100% Jesus”; é forçoso esgueirar-se para aparecer em todas as fotos e imagens depois do título da Liga dos Campeões (2015).

O parágrafo acima nos faz lembrar o jogo contra a Costa Rica e as atitudes explosivas do jogador; remete-nos ao descontrole do choro no meio do campo. Uma peça de marketing para aparecer em todas as televisões do mundo ou um gesto descontrolado que escapa das mãos do gestor de jogadores, o treinador Tite?

Como grande ídolo ele tem a seu favor o talento. Precisa aprender a viver com suas próprias pernas e adquirir a experiência necessária para ser de fato um ícone do esporte. Neymar é egoísta, egocêntrico e começa a se sentir o melhor jogador do mundo. Não é. Ele deve respeitar o tempo e esperar seu momento que virá naturalmente. É mimado pela imprensa esportiva e paparicado pelos dirigentes da CBF.

Por um momento, as expressões utilizadas em 2015 são atualíssimas. Neymar se julga incriticável. Acima do bem e do mal. Como sempre acontece no futebol com as grandes estrelas, é defendido pelo treinador dos ataques externos. Mas precisa jogar bola. Enquanto não o faz se envolve em questões menores como a não aceitação às críticas de jornalistas da Globo.

Ora, foram estes mesmos jornalistas que o criaram. Assim, do jeitinho torpe que ele é. Insubmisso, incapaz de aceitar críticas, convencido de que é a única estrela da seleção brasileira; vai viver um calvário hoje, caso o Brasil não avance na Copa. Muitas vezes perder agora significa ganhar depois.

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