Política

Intervenção no Rio: 4 meses de mais um fiasco de Michel Temer

Intervenção no Rio: 4 meses de mais um fiasco de Michel Temer

Intervenção no Rio: 4 meses de mais um fiasco de Michel Temer

Os dados da plataforma de monitoramento Fogo Cruzado contabilizou 3.210 tiroteios nos últimos quatro meses, enquanto que nos quatro meses anteriores à intervenção o laboratório registrou 2.355 ocorrências.

De Felipe Betim, do El País:


Tiroteios como este, ocorrido há pouco mais de uma semana, contribuem para a percepção, tanto de moradores como de pessoas de fora, de que a cidade continua violenta, apesar da intervenção federal decretada pelo presidente Michel Temer (MDB) no dia 16 de fevereiro em todo o Estado do Rio de Janeiro. Em balanço apresentado neste sábado, dia em que o decreto presidencial completa quatro meses, o Observatório da Intervenção Federal, vinculado ao Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes, mostrou que os tiroteios aumentaram 36% durante esse período. Os dados são da plataforma de monitoramento Fogo Cruzado, que contabilizou 3.210 tiroteios nos últimos quatro meses, enquanto que nos quatro meses anteriores à intervenção o laboratório registrou 2.355 ocorrências. Em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a socióloga Silvia Ramos, coordenadora do Observatório, disse: “É evidente que reduzir tiroteios é também aumentar a sensação de segurança. Quando a polícia, no seu dever, em legítima defesa, mata um opositor, é importante que se esclareçam as circunstâncias. As forças de intervenção têm de ser a favor da legalidade”.

Mas percepção num território tão vasto e desigual quanto Rio é algo relativo. Para a professora Ludmila, que mora na Urca e transita pela Zona Sul, a presença dos militares no comando da segurança pública fluminense, liderados pelo general interventor Walter Braga Netto, “não mudou nada”, inclusive porque acredita que a iniciativa de Temer “tinha um viés eleitoreiro”. Já para o taxista Geraldo, que mora na Praça Seca, “o bairro mais perigoso da cidade”, localizado na Zona Oeste, a intervenção melhorou seu cotidiano. Em meados de maio, há quase um mês, as Forças Armadas, a Polícia Militar e a Polícia Civil fizeram uma operação no local, onde o tráfico de drogas e a milícia dão as cartas e guerreiam entre si. “Instalaram uma base lá e, desde então, não tem mais tiroteio entre eles. Também já não tem bandido passando na rua de motocicleta com o fuzil pendurado no corpo”, explica um satisfeito Geraldo. (…)


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