Política

Facebook comanda as Eleições de 2018

Facebook comanda as Eleições de 2018

Facebook comanda as Eleições de 2018

Enquanto o seu algoritmo bloqueia noticias, as propagandas pagas invadem a rede social. É uma espécie de “horário eleitoral (não) gratuito” que está funcionando desde já, enquanto o horário gratuito nas TVs e rádios começa só em agosto.

Enquanto as notícias são bloqueadas pelo seu algoritmo que recentemente deu preferência às publicações pessoais, o Facebook enche os cofres com propaganda de candidatos antes do período da campanha eleitoral que só começará (no rádio e na TV) em agosto.

Os anúncios políticos no Facebook e nas demais redes sociais foram permitidos pelas regas eleitorais aprovadas no ano passado.

Álvaro Dias (Pode), Flávio Rocha (PRB) Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB), Manuela D’Ávila (PCdoB), Marina Silva (Rede) são alguns dos que pagam anúncios no Facebook. Na mesma amostra, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece mencionado de forma elogiosa em anúncios pagos por aliados. Jair Bolsonaro (PSL) também aparece positivamente em anúncios de terceiros, assim como Ciro Gomes (PDT).

Os anúncios no Facebook são exibidos entre os posts de assuntos diversos replicados diariamente por amigos e conhecidos de cada usuário. A diferença é que nessas mensagens pagas aparece a palavra “Patrocinado”. Com um click, o usuário pode ver algumas informações porque aquele anúncio lhe foi enviado.

“O volume de informações que vai circular é tão grande que seria importante que houvesse uma rede da sociedade civil que ajudasse o TSE”, afirma o professor Marco Aurélio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, do Rio. “Sem isso, acho que a Justiça perde muita da força que deveria ter para proteger o processo eleitoral de distorções.”

O TSE criou um grupo consultivo para tratar do assunto que tem representantes da Polícia Federal, Ministério Público, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ministério da Defesa, entre outros.

Leia a matéria na íntegra no Valor.

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