Escavadeira

Eliseu Quadrilha, segundo ACM

Eliseu Quadrilha, segundo ACM

Eliseu Quadrilha, segundo ACM – Foto: Sérgio Lima

Em 2001, o então ministro dos Transportes do governo FHC, Eliseu Padilha, decidiu processar o senador Antônio Carlos Magalhães (ACM) por tê-lo alcunhado de “Eliseu Quadrilha”.

Da Folha de S.Paulo, em 17 de fevereiro de 2001:


O ministro Eliseu Padilha (Transportes) vai exigir que o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) esclareça, na Justiça, o significado da expressão “quadrilha”, usada pelo senador como trocadilho com seu sobrenome.

Em entrevista à Folha publicada ontem, ACM chama o ministro de Eliseu “quadrilha” e diz que sua pasta teria liberado recursos para que parlamentares votassem em Jader Barbalho (PMDB-PA) para presidente do Senado.

Em nota oficial divulgada ontem, Padilha esclarece que já constituiu advogado para que ACM seja interpelado em juízo sobre suas declarações.

Falando sobre mudanças ministeriais feitas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, ACM disse que “sobrou para o Eliseu Padilha a pasta dos Transportes”. “Ou seria Eliseu “quadrilha’? Nunca sei direito. Acho que é “quadrilha” mesmo”, disse ACM.

Na nota, Padilha diz que ACM “procura colocar no seu nível quem escolhe como desafeto ou quem não se curva à sua vontade”. Para o ministro, ACM “posa de paladino da moralidade e defensor dos menos favorecidos, negando a própria história, como se desmemoriado fosse”.

Padilha já havia respondido anteontem às acusações de ACM, dizendo que o senador está “visivelmente perturbado com as derrotas que vem sofrendo”.

Jader evitou polemizar com ACM e não respondeu a nenhuma das acusações feitas a ele.

O assessor especial da Presidência, Moreira Franco, resolveu não comentar as declarações de ACM. Na entrevista, o senador diz que teria ouvido de FHC que Moreira Franco não poderia ser nomeado para um cargo porque não poderia ficar perto de “cofres”.

A Folha procurou ontem o senador Pedro Piva (PSDB-SP), o governador Neudo Campos (PPB-RR) e o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, também atacados por ACM, mas eles não foram localizados.


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