Blog do Mailson Ramos

A volta de Dilma Rousseff

A volta de Dilma Rousseff

A volta de Dilma Rousseff

Depois da farsa do impeachment, da destituição do seu governo, do insucesso do governo golpista e do desgaste provocado pelo golpe, Dilma Rousseff está pronta para voltar.

Nada como o tempo. Dilma Rousseff foi apeada do poder com um golpe escandaloso, tramado à luz do dia por quem dizia fazer parte do seu governo. Foi traída pelo próprio vice-presidente da República e destratada publicamente por engravatados machistas e misóginos do Congresso Nacional.

Teve o seu programa de governo rasgado, viu as instituições públicas naufragarem no turbilhão do messianismo punitivista da Lava Jato. Redimiu-se de alguns dos seus erros quando abandonou o palácio para estar com a militância. Foi grande, gigante, espetacular ao enfrentar durante longas horas a sanha odiosa dos senadores ao falar sobre o impeachment.

Resignada e deposta, saiu de Brasília com a sensação de que o Brasil iria sofrer com a sua queda e a destruição do projeto de sociedade que tirou 30 milhões da pobreza. E o Brasil sofreu. Sofreram os trabalhadores, a doméstica, o índio, o quilombola, os homossexuais, os moradores de rua, os sertanejos, os mais pobres.

Muita gente arrependida, gritou por sua volta.

As lágrimas de sangue de quem entrou na barca furada do golpe ainda derramam. Mas não existe mal que dure para sempre. Pelo menos o povo de Minas Gerais pode devolver a Dilma um pouco da dignidade que lhe surrupiaram.

Candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma estará diante de um dos seus maiores algozes, o golpista do Leblon, Aécio Neves. Desaparecido após os escândalos de corrupção, Aécio está prestes a se acertar com a história. E a história não há de ser benevolente com ele. O povo de Minas há de devolver a Dilma o que a conspiração lhe tirou.

E será o Senado o palco da volta triunfante.

O golpe de 2016 e todas as suas amarguras não podem passar a brancas nuvens. É preciso reação à destruição do país. E não se pode reagir senão nas urnas, onde o povo é soberano. Onde a volta da Dilma se tornará concreto rechaço ao período golpista de Michel Temer.

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