Opinião

A meritocracia não favorece o pobre

Prado: A Meritocracia não favorece o pobre

A meritocracia não favorece o pobre

Quem vende a ideia de que a meritocracia favorece o pobre está lucrando não somente com o pobre, mas com as mazelas a que ele é submetido. A meritocracia não favorece o pobre.

Da página de Luiz Guilherme Prado, no Facebook:


Parem de achar que estudar 12h por dia é normal.

Parem de achar que vagas na faculdade precisam ser disputadas como um concurso público.

Parem de achar que é bonito o senhor ter pedalado 50km todos os dias, durante 5 anos, pra poder se formar na faculdade. Não é bonito!

Pedalou para pagar a omissão do Estado na logística de transporte. Pedalou pra pagar obra fantasma, superfaturada, com licitação fria, paga, reorçamentada, e paga novamente.

Parem de falar para o pobre que faz bem virar a madrugada 3 vezes por semana, ter dois empregos, e se entupir de remédio, só pra poder frequentar uma faculdade particular e ter o quê comer.

Tudo porque a faculdade pública tá ocupada, majoritariamente, por estudantes com condições muito melhores do que a dele.

Falta de transporte, de estrutura, de professor, escassez de vaga, e todos os outros fatores que NÃO são de responsabilidade do aluno não podem ser os motivos das desistências deles. E isso é cotidiano.

Então parem de achar que estudante tá pedindo esmola. Que é normal 5 formandos de uma turma de 200 alunos. Porque não é. E quem perde com isso é você, é o país.

Se esforçar é necessário, e dá resultado. Mas esforço não significa vender a própria saúde, desrespeitar seus limites, assumir culpa que não é sua, e se crucificar com os resultados.

Meritocracia NÃO favorece o pobre.

Quem te vende essa ideia tá lucrando com a vaga, com o cursinho, com o remédio,

Tá lucrando com você.


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