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MBL perseguiu carnavalesco da Paraíso do Tuiuti

MBL perseguiu carnavalesco que da Paraíso do Tuiuti

MBL perseguiu carnavalesco da Paraíso do Tuiuti

Em entrevista, Jack Vasconcelos conta como foi perseguido por militantes do MBL. O carnavalesco da Paraíso do Tuiuti conta como foi assediado nas redes sociais e até mesmo deturparam a sua fala em entrevistas.

Do UOL:


Jack Vasconcelos se autodefine como um operário de barracão. Avesso às badalações e de carreira consistente dentre os carnavalescos da nova geração, viu sua vida mudar em pouco mais de 70 minutos. Após a passagem do Paraíso do Tuiuti pela Sapucaí no Carnaval 2018, ganhou manchetes de todo o mundo com as audaciosas alegorias e fantasias do desfile da agremiação de São Cristóvão. Duas de suas criações suscitaram apaixonados debates políticos de norte a sul do país: a caracterização do presidente Michel Temer como um vampiro e a ala dos “manifestoches”, ironizando os protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

De uma hora para outra, você ficou famoso em todo o país, sofrendo assédio da imprensa e nas redes sociais. O que mudou na sua vida?
Não imaginava e não busquei nenhuma exposição. Acredito muito na linguagem carnavalesca para poder me comunicar e fazer o que acredito. Mas eu tenho ressalvas em relação à construção da imagem do ídolo, do artista inalcançável. Sempre tive um pé atrás com isso, porque acredito muito no resultado do trabalho e de todos que cercam esse trabalho. O sucesso do Tuiuti não foi meu, foi de todos os componentes. Eu posso ser um catalisador, mas não sou estrela. Eu não quero isso para mim.

Mas você começou a ser assediado nas redes sociais…
Bloqueei muita gente e inclusive tive que lidar com aquele povo do MBL (Movimento Brasil Livre). Tive várias entrevistas deturpadas. Teve gente que inventou na internet que eu era rico e que era fácil ter discurso de esquerda caviar. As pessoas escrevem as coisas e não têm limite. Entravam na minha página pessoal para me xingar. As minhas redes sociais eram abertas e tive torna-las privadas por segurança. A maioria das pessoas não sabem como é uma escola de samba e, nessa ocasião, reparei que elas não querem nem saber como é. Só querem esculhambar, afinal elas estão “certas”. Isso machuca pra caramba. Eu não sabia o que era sofrer bullying desde os tempos do colégio (risos).

Por outro lado, você virou um herói da esquerda brasileira.
Eu só não fico bem dentro de um maiô vermelho (risos). Não foi algo que persegui, não sinto uma proximidade com esse mundo da política formal. Jamais me candidataria a um cargo eletivo.

O que aconteceu no desfile das campeãs com o vampiro, que desfilou sem faixa?

Isso virou um folclore dentro da escola. Ninguém afirma o que foi. Quando estava montando a escola, para mim estava tudo certo. Vim desfilando atrás do último carro e uma repórter veio me perguntar da faixa. Eu não sabia de nada. E ninguém me disse até hoje. Cada um fala uma coisa e ninguém me responde. Mas não me importo. O estrago já foi feito. O importante era ter passado no desfile oficial. Se alguém pediu para tirar, a emenda foi pior que o soneto.


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