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Livre ou preso, Lula ganhará as eleições no Brasil, diz Dilma

Livre ou preso, Lula ganhará as eleições no Brasil, diz Dilma

Livre ou preso, Lula ganhará as eleições no Brasil, diz Dilma – Foto: Florencia Downes/AMB

“Livre ou preso, ele será eleito presidente do Brasil”, assegurou a ex-presidente ao público da Feira do Livro de Buenos Aires, onde apresentou o livro “Lula, a verdade vencerá”.

Do JB:


Em campanha internacional pela libertação de Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff advertiu nesta terça-feira (1) em Buenos Aires que ele ganhará as eleições de outubro mesmo na prisão.

“Livre ou preso, ele será eleito presidente do Brasil”, assegurou a ex-presidente ao público da Feira do Livro de Buenos Aires, onde apresentou o livro “Lula, a verdade vencerá”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril em Curitiba, depois de ser condenado a doze anos por corrupção e lavagem de dinheiro, é o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais.

Por meio de uma carta enviada por seus advogados, Lula deu seu aval para que o PT considere outras opções à presidência, mas o partido já afirmou que não desistirá de sua candidatura. O ex-presidente é o favorito segundo as pesquisas, à frente do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro.

Dilma Rousseff afirmou que teme pela vida de Lula ao criticar a decisão de uma juíza de Curitiba que impediu a a visita à prisão do argentino Adolfo Pérez Esquivel, premiado com o Nobel da Paz em 1980. Esquivel estava presente no evento junto com a presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, e outros líderes políticos e sindicais argentinos.

“Tenho medo pela vida de Lula. Tenho medo pela comida, pela água que ele toma; porque se foram capazes de impedir a visita de um prêmio Nobel da Paz, a visita de um médico…”, disse Dilma.

“O Brasil está sendo mais duro com Lula do que foi na ditadura porque o temem”, acrescentou.

Lula representa “a arma que temos para lutar contra o enquadramento do Brasil em um neoliberalismo brutal”, afirmou.

Para ela, o ex-presidente “é um preso político e vítima de um crime: este processo (judicial) é uma vergonha política que vai contra todos os direitos humanos”, disse.

Com Dilma estiveram outros líderes latino-americanos como o ex-presidente da Colômbia Ernesto Samper e o ex-prefeito da Cidade do México Cuauhtémoc Cárdenas.

Dilma Rousseff descreveu a prisão de Lula como mais um episódio de um processo de avanço de ideias neoliberais, no qual também incluiu a recente decisão de seis países sul-americanos de suspender a Unasul.

“Vemos como desastrosa essa decisão que interrompe um processo de integração na América Latina”, disse.

Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai e Peru suspenderam suas atividades no bloco até que se nomeie o sucessor de Samper, cujo mandato como secretário-geral concluiu em janeiro de 2017.


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