Opinião

Horta: Negação da política continua sendo fascismo

Horta: Negação da política continua sendo fascismo

Horta: Negação da política continua sendo fascismo

A esquerda precisa tomar cuidado para não cometer o mesmo erro da esquerda italiana do entre-guerras (que apoiou o fascismo sem se dar conta de que era fascismo).

Por Fernando Horta, da sua página no Facebook:


Faz algum tempo que venho escrevendo sobre isto.
O Brasil foi tomado pelo fascismo. Muitas vezes, até colegas têm questionado esta posição. Na realidade, ela fica cada dia mais clara.

A principal característica do fascismo é a negação da política como forma de solução dos problemas sociais. As diversas oposições que surgem, sempre, em qualquer grupo social, são tratadas pelos fascismo como crime.

O fascismo bebe do positivismo de Auguste Comte, e por isto nega que qualquer diferença social seja positiva. Assim, “luta de classes” é algo desesperador para o fascista, que a criminaliza e oferece como solução, num primeiro estágio “a lei”. Um pouco mais adiante, com a formação de solidariedade entre os fascistas, eles surgem com a conhecida fórmula “um país, um povo, um governante”.

Se você olhar a atual “greve” de caminhoneiros, verá que ela é praticamente toda fascista. Eles pedem intervenção militar (a “lei”), atacam qualquer coisa com o termo “comunista” (que vira o inimigo que representa a “luta de classes”) e atacam exatamente o capitalismo financeiro internacional (que eles culpam pelos preços da Petrobras).

A esquerda precisa tomar cuidado para não cometer o mesmo erro da esquerda italiana do entre-guerras (que apoiou o fascismo sem se dar conta de que era fascismo). A greve de caminhoneiros é uma das últimas etapas para o fortalecimento definitivo do fascismo no Brasil. A esquerda deve ficar de fora destes protestos. Se eles servem para atacar a nossa desgastada e sem representatividade República de Weimar (Temer), ela não serva para construir alternativa para a saída do estado de exceção. Pelo contrário, ela quer aprofundar este estado.

edit 1: Fetiche da esquerda que acha que “tudo que nasce de baixo” é progressista ou merece ser apoiado. Não cometam este erro!!! a Itália e Alemanha tinham os maiores partidos comunistas da Europa do Entre-guerras. Os líderes fascistas e nazistas saíram destes partidos e no entanto isto é fascismo.


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