Opinião

Greve dos caminhoneiros nocauteia Temer

Greve dos caminhoneiros nocauteia Temer

Greve dos caminhoneiros nocauteia Temer – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os caminhoneiros, por exemplo, ignoraram o apelo de Temer por uma trégua de três dias e avisaram (antes da redução do diesel) que, ao menos até esta sexta (25) manteriam a manifestação.

Da Folha:


Ficou para o presidente da Petrobras, Pedro Parente, o desgaste maior. Na terça (22), esteve em Brasília com Eduardo Guardia (Fazenda) e Moreira Franco (Minas e Energia). Saiu do encontro sem sinalizar redução e com o discurso de não haveria mudança na política da Petrobras.

Não demorou muito, Parente cedeu e foi à TV nesta quarta (25) anunciar a redução de 10% do diesel por 15 dias.

Minutos antes da fala de Parente, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, deu brecha para interpretações de que ele foi enquadrado pelo Planalto de um dia para o outro —por mais que os dois lados neguem.

Segundo Padilha, Temer queria que a Petrobras desse uma solução para o impasse. “O cargo de Parente é um cargo de confiança do presidente da República”, disse.

O Planalto já havia sido derrotado na reação política em Brasília ao ser atropelado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no anúncio do acordo para zerar a Cide para o diesel em troca da aprovação do projeto de reoneração da folha de pagamento.

A fraqueza demonstrada nos últimos dias não deixa de ser um incentivo para outros setores ameaçarem o governo nos sete meses que faltam para o seu melancólico fim.

Os caminhoneiros, por exemplo, ignoraram o apelo de Temer por uma trégua de três dias e avisaram (antes da redução do diesel) que, ao menos até esta sexta (25) manteriam a manifestação.

O bloqueio nas estradas ocorre na semana em que o presidente confirmou a desistência do fantasioso desejo de disputar a reeleição para anunciar o apoio do MDB ao nome do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

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