Política

Sem acordo, greve dos caminhoneiros continua

Sem acordo, greve dos caminhoneiros continua

Sem acordo, greve dos caminhoneiros continua

Uma nova reunião de representantes da categoria com a Casal Civil está marcada para esta quinta-feira (24), às 14h. “Acredito que na reunião de amanhã podemos ter uma solução”, disse representante da Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros).

Da Folha:


A reunião na Casa Civil nesta quarta-feira (23) entre Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e governo federal terminou sem acordo.

A associação se encontrou com representantes da União para decidir se iria manter a greve que paralisa estradas pelo Brasil desde segunda. Os caminhoneiros planejam manter a manifestação pelo menos até sexta-feira, apurou a Folha.

Após o encontro, o presidente Michel Temer pediu aos caminhoneiros que eles dessem uma trégua a trégua de três dias para as paralisações.

“Eu pedi que nesta reunião se solicitasse uma espécie de trégua para que em dois, três dias no máximo nós possamos encontrar uma solução satisfatória para os brasileiros e para os caminhoneiros”, disse.

“Desde domingo nós estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro, que não quer ver parado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite, especialmente, a vida dos caminhoneiros.”

A reunião começou às 14h. Estavam presentes o ministro dos Transportes, Valter Casemiro, o ministro da secretaria de governo Carlos Marun e o diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Mário Rodrigues.

Vai continuar parado. A única coisa que concordamos é a liberação de carga viva, alimentos perecíveis, medicamento e oxigênio. Mas, depois de sexta-feira, não terá nada liberado”, afirmou o presidente da associação, José da Fonseca Lopes.

O pedido é que o governo tome medidas que possam reduzir o preço dos combustíveis no país. A Abcam pede uma eliminação da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e PIS/Cofins sobre combustíveis, além de uma mudança na política de reajuste de preços, que, na avaliação da categoria, deveria ocorrer a cada 90 dias.

Se todos os pedidos forem atendidos, a Abcam espera uma redução de R$ 0,60 a R$ 0,80 no preço do diesel.

Hoje há 1 milhão de caminhoneiros autônomos em todo o país, dos quais cerca 400 mil estão parados nesta quarta-feira, segundo a associação. A Abcam representa cerca de 500 mil caminhoneiros.

Uma nova reunião de representantes da categoria com a Casal Civil está marcada para esta quinta-feira (24), às 14h. “Acredito que na reunião de amanhã podemos ter uma solução”, disse Fonseca.

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