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Golpe final: Cármen Lúcia coloca parlamentarismo em discussão

Golpe final: Cármen Lúcia coloca parlamentarismo em discussão

Golpe final: Cármen Lúcia coloca parlamentarismo em discussão

Diante da incapacidade dos golpistas de eleger um candidato, a saída agora é enviar a PEC do Parlamentarismo para o Congresso – com a anuência do Supremo Tribunal Federal – e dar o golpe final.

A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, marcou para o dia 2º de junho o julgamento de uma ação que questiona se o Congresso pode instituir o parlamentarismo por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição).

O ministro relator do processo é Alexandre de Moraes.

No ano passado, Michel Temer e José Serra discutiram o assunto quando o tucano ainda era ministro das Relações Exteriores. Ao Estadão, Serra disse que defende o parlamentarismo seja implantado no Brasil em 2023.

“A ideia é que se vote agora e que se crave na Constituição que nas eleições seguintes haverá o distrital misto. Não dá tempo de implantar no ano que vem, mas acho que seria uma mudança crucial”.

Michel Temer também mostrou interesse pelo sistema de governo em que a imagem do primeiro-ministro supera a figura hoje existente do presidente da República (presidencialismo).

Em agosto de 2017, Nossa Política publicou aqui que Michel Temer estaria disposto a testar o parlamentarismo no último ano de seu governo.

O então presidente do PSDB, Tasso Jereissati, afirmou na ocasião que seria oportuno discutir o assunto: “O parlamentarismo está no nosso programa e, neste momento de crise, nada mais oportuno do que discutir o assunto, mas não achamos que isso seja solução para 2018, quando teremos eleições”, disse o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). “Queremos preparar o caminho para 2022”, completou.

Autor da PEC que institui o sistema parlamentar de governo, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), não via problema na adoção do novo regime no fim do mandato de Temer, se o modelo passar pelo Congresso, para assegurar uma transição pacífica.

“Eu sou favorável à implantação do parlamentarismo o quanto antes”, afirmou o chanceler.

Diante da incapacidade dos golpistas de eleger um candidato, a saída agora é enviar a PEC do Parlamentarismo para o Congresso – com a anuência do Supremo Tribunal Federal – e dar o golpe final.

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