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Empresário que comprou o triplex teve construtora envolvida na Lava Jato

O empresário mineiro Fernando Costa Gontijo, dono da construtora Via Engenharia, fez um lance de 2,2 milhões de reais no leilão do triplex do Guarujá e arrematou o triplex atribuído ao ex-presidente Lula.

Empresário que comprou o triplex teve construtora envolvida na Lava Jato

O empresário mineiro Fernando Costa Gontijo, dono da construtora Via Engenharia, fez um lance de 2,2 milhões de reais no leilão do triplex do Guarujá e arrematou o triplex atribuído ao ex-presidente Lula.

A jornalista Juliana Cavalcante mostrou em matéria no portal Metrópoles que a Via Engenharia fez parte dos três consórcios responsáveis por executar essas obras e é mencionada nas delações premiadas de João Pacífico, Ricardo Ferraz e Alexandre Barradas, todos ex-executivos da Odebrecht. Citada como integrante da “segunda divisão” do chamado Clube VIP de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da Petrobras, a Via reaparece agora como possível protagonista da Lava Jato no cenário local.

O inquérito de 161 páginas ao qual o Metrópoles teve acesso acusa nove réus e sete empreiteiras de improbidade administrativa. São eles: os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco Filho; o doleiro Alberto Youssef; os executivos da OAS José Aldemário Pinheiro Filho (conhecido como Leo Pinheiro), Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Fernando Augusto Stremel Andrade.

Fundada em Brasília na década de 1980, a Via Engenharia é citada pelo delator Marcos Pereira Berti, diretor da Toyo Setal, como integrante de um grupo intermediário — uma espécie de Segunda Divisão — do chamado “Clube VIP” de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da petroleira.

 A Andrade Gutierrez confessou integrar o esquema para conseguir obras federais, incluindo estádios construídos para o Mundial. O caso veio à tona em novembro de 2015. Na ocasião, a Via Engenharia negou irregularidades à reportagem e afirmou “desconhecer as relações de outras empresas nos respectivos contratos com o governo”.

 

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