Opinião

Em 2018, a disputa é entre PT e PSDB de novo, diz cientista político

Em 2018, a disputa é entre PT e PSDB de novo, diz cientista político

Em 2018, a disputa é entre PT e PSDB de novo, diz cientista político

Para Alberto Carlos Almeida não faz sentido um partido com os recursos do PT abrir mão da cabeça da chapa majoritária para indicar um vice a Ciro Gomes. Independente do nome ungido por Lula, este terá grandes chances de chegar ao 2º turno, possivelmente com o presidenciável do PSDB.

Do GGN:

Mesmo que Lula seja impedido de concorrer à Presidência da República, é o PT o partido que possui as condições mais favoráveis na eleição de 2018. Isso significa que, independente de quem venha a ser o candidato ungido por Lula, este terá condições de chegar ao segundo turno graças, em parte, à estrutura partidária e recursos de sua legenda e, principalmente, à capitalização do desgaste do governo Temer.

 Esta é a avaliação de Alberto Carlos Almeida, cientista político e sócio da Brasilis – instituto de pesquisa de opinião e mercado lançado nesta quarta (16), em São Paulo. Segundo ele, a eleição começa “um pouco mais confusa” do que em anos passados, mas há “indicações” de que o “PT está numa situação muito favorável”.

 Sem precisar lembrar que Lula, mesmo já condenado e preso na Lava Jato, continua liderando as pesquisas de opinião, Almeida destacou que o PT é o maior “partido de oposição a um governo super mal avaliado” e sem dúvida alguma deverá usar isso contra seu adversário histórico. “Não precisa ser muito inteligente para saber que o esforço do marketing do PT será dizer que [Geraldo] Alckmin apoiou Temer. Não é difícil mostrar isso” para a população.

 Quando questionado sobre uma eventual aliança entre PT e Ciro Gomes (PDT), Almeida disse que é o partido de Lula que está com a faca e o queijo não mão, pois tem a “máquina eleitoral”, ou seja, mais recursos para financiar campanha, uma bancada mais relevante no Congresso, mais governadores eleitos. Trocando em miúdos, se houver aliança logo no primeiro turno, não faria sentido o PT abrir mão da candidatura a presidente e indicar um vice para Ciro. Na visão do analista, a experiência como governador do Ceará é insuficiente para Ciro merecer a cabeça da chapa.

 É citando as máquinas partidárias e linha ideológica que Almeida ainda avaliou que a eleição de 2018 será, novamente, polarizada entre PT e PSDB, com pouco espaço para um “outsider”. Afinal, existe “um problema de oferta, e o pessoal só está vendo o problema da demanda por algo novo. Mas quem tem condições de ofertar?”

 Além de apoiar um governo extremamente impopular, o PSDB tem outro desafio: lidar com Jair Bolsonaro, que divide votos com Alckmin. A campanha do presidenciável tucano “tem mais recursos eleitorais, coisa que Bolsonaro não tem. Mas dificuldade maior é do Alckmin, de ter de deslocar o Bolsonaro, algo que o PT não tem [de fazer].”

 “A dificuldade do PT é jurídica [inabilitação de Lula], mas eles têm alternativas. Podem lançar outros nomes.” O mais provável é que Lula “mande uma carta da prisão” dizendo qual candidato apoiará. O PT vai “fazer um evento fora da prisão dizendo que Lula anunciou o candidato”. “Esse cara vai ter mídia e as pessoas do Nordeste vão dizer: ‘este candidato está do meu lado’. Em uma semana, este candidato sobe, pode ser qualquer um.”


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