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Caminhoneiros pedem intervenção militar

Caminhoneiros pedem intervenção militar

Caminhoneiros pedem intervenção militar

Com a pauta econômica dos transportadores atendida, o movimento continua. Agora, a greve é movida por reivindicações locais e por uma pauta política, que inclui a saída de Michel Temer (MDB) e a defesa de intervenção militar.

Da BBC:


Um homem com mãos sujas de graxa dentro de uma oficina mecânica precária. Ele bate furioso com o martelo no balcão, enquanto grita uma série de xingamentos contra o presidente da República. “Nenhum brasileiro aguenta mais você, seu (…), do Michel Temer. Eu fico aqui batendo marreta e não consigo dar alimento pra minha família, cê tá entendendo (…). Ninguém aguenta mais essa vida de trabalhar e não conseguir nada!”. Ele termina o vídeo de 2 minutos e 33 segundos em lágrimas, pedindo apoio à greve dos caminhoneiros.

Distribuído em grupos de motoristas grevistas no WhatsApp aos quais a BBC Brasil teve acesso, o vídeo ilustra o clima nesta segunda-feira, 8º dia de greve dos caminhoneiros. Com a pauta econômica dos transportadores atendida, o movimento continua. Agora, a greve é movida por reivindicações locais e por uma pauta política, que inclui a saída de Michel Temer (MDB) e a defesa de intervenção militar. O diagnóstico é dos presidentes da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) e da Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), ouvidos pela BBC Brasil.

A greve dos caminhoneiros chegou hoje ao seu 8º dia. O último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado às 14h desta segunda-feira, mencionava a existência 556 pontos de bloqueio em todo país, e 727 pontos já liberados. Os números são parecidos com os registrados ao longo do fim de semana, mas a PRF diz que os protestos restantes não impedem totalmente a circulação nas estradas. Cidades brasileiras continuaram convivendo hoje com redução da frotas de ônibus, desabastecimento de combustíveis nos postos e cancelamento de voos nos aeroportos.

Interrompendo uma rotina que foi iniciada na semana passada, o governo federal não recebeu nenhum representante dos caminhoneiros para novas negociações nesta segunda-feira.

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