Opinião

Horta: A novidade no Brasil é retroceder

A novidade no Brasil é retroceder

A novidade no Brasil é retroceder

A novidade no Brasil é um extrato de coisas que se notabilizam pelo retrocesso, pelo conservadorismo de séculos passados. Da elite conservadora à massa ensandecida que foge de comunistas, um caminhar desembestado ao passado.

Por Fernando Horta:


Temos um partido no Brasil que se chama “Novo” e que lança um banqueiro como candidato à presidência. Esta “novidade” acontece desde o século XVIII, mais ou menos.

Temos uma elite judiciária, no Brasil, que se diz “iluminista” e que para melhorar a “democracia” brasileira, decide no lugar do povo quem pode ou não ser candidato. Esta “novidade” existe desde o século XIX, mais ou menos.

Temos uma casta militar, no Brasil, que diz que “cansou” da corrupção do país e, como novidade, usa o Twitter para ameaçar juízes e ordenar que se ataque a esquerda. Esta “novidade”, de militares atacarem a esquerda, existe na América Latina desde sua independência, no século XIX, se não antes.

Temos uma direita conservadora, no Brasil, revoltada com a falta de “alternância no poder” e que, para ganhar a eleição, prende o candidato que tem quase 50% dos votos. Esta “novidade” é parte da história de todos os países falantes de espanhol e português, desde o final da segunda guerra.

Temos uma massa de pessoas sem qualquer noção de mundo, política ou história morrendo de medo dos “comunistas” e da “URSS” a atacar professores, universidades, editores de livros. Já esta novidade, de ignorantes atacarem o conhecimento, existe desde a Idade Média. Já o medo dos “comunistas comedores de criancinha” também é “novo”, desde o início do século passado.

Diante de tanta novidade, deixem-me apresentar um jovem talento da música que tem tudo para estourar nas “paradas de sucesso”. O nome dele é Bob Marley. Vejam a novidade da letra:

“Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
‘Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand outside and look
Some say it’s just a part of it:
We’ve got to fulfill the book”

(Livrem-se, cada um, da prisão sobre seus pensamentos,
Ninguém, além de nós mesmos, pode libertar nossa consciência.
Não tenha medo da Bomba atômica,
Até porque nada que está aí pode parar o tempo.
Por quanto tempo eles continuarão a matar nossos profetas
enquanto nós assistimos inertes a tudo …
Alguns dizem que tudo é parte já encenada
E nós temos que cumprir as regras …)


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