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Na Argentina, direitistas tentaram incendiar centro cultural

Na Argentina, incendiaram centro cultural e pintaram o nome de ditador

Na Argentina, direitistas tentaram incendiar centro cultural

O avanço da direita reacionária na América Latina mostra é representado em gestos como o que aconteceu em La Plata, na Argentina: tentaram incendiar um centro cultural e escreveram nas paredes o nome do ditador Videla.

De acordo com o site argentino Infonews:, tentaram incendiar o centro cultural de Mordisquito, localizado em La Plata. Além disso, pintaram a seguinte frase: “Viva Videla. Muerte a los zurdo” (Viva Videla¹. Morte aos esquerdistas).

Além das pinturas com referências vingativas reslacionadas à última ditadura civil-militar, os terroristas ameaçaram diretamente os membros do centro cultural. “Saiam daqui, nós não os queremos”, escreveram eles.

Mas as mensagens de ódio foram além. O mural em homenagem à jovem Micaela García², vítima do feminicídio, que os professores e estudantes de arte de Mordisquito inauguraram em 13 de abril, estava coberto de tinta preta. “Vagabunda”, escreveram. Além disso, mancharem o rosto do adolescente com tinta preta.

  1. Jorge Rafael Videla – Jorge Rafael Videla foi um dos mais sanguinários ditadores latino-americanos, num período em que a democracia da região foi desfigurada por golpes militares. O golpe de março de 1976 na Argentina, que derrubou a presidente Isabelita Perón, implantou um regime que se estendeu até 1983.
  2. Micaela García – Micaela García, uma estudante de Educação Física de Gualeguay e natural de Concepción del Uruguay, foi vista pela última vez com vida quando estava saindo de uma pista de boliche em Gualeguay em 1º de abril e foi encontrada morta em um campo aberto fora daquela cidade dias depois. Especialistas determinaram que ela havia sido vítima de estupro e estrangulada. Ela se tornou um ícone da luta contra o feminicídio na Argentina.

Na Argentina, direitistas tentaram incendiar centro cultural

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