Editorial

Editorial | STF: Moro não é Deus

Editorial | STF: Moro não é Deus

Editorial | STF: Moro não é Deus

A Segunda Turma do STF deixou bem claro: Sérgio Moro não é Deus e o seu poder irrestrito está com os dias contados. Entretanto, até aqui, quantas arbitrariedades foram cometidas pelo juiz à frente da operação Lava Jato?

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs nesta terça-feira, 24, uma derrota ao juiz federal Sérgio Moro, ao decidir retirar dele menções da delação da Odebrecht ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tratam do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula.

Ou seja, os ministros reconheceram que Moro não é o juiz natural destes processos que deveriam estar tramitando na Justiça de São Paulo – e não no Paraná.

Os documentos serão encaminhados à Justiça Federal em São Paulo, por decisão da maioria formada pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Os três mudaram de posição em relação a um julgamento de outubro do ano passado.

O STF declarou então que Moro não é Deus. Não tem poder e onipresença suficientes para julgar processos sobre supostas irregularidades que não lhe dizem respeito como magistrado. Enquanto a grande mídia cria factoides e os seus “formadores de opinião” – que são pagos para detonar estatais às portas da privatização – choram pelos cantos, o STF começa a se refazer como trincheira da cidadania.

Isso, entretanto, não exonera os supremos ministros de omissões e participações no golpe que destituiu Dilma e colocou uma quadrilha no poder. Está claro, pelo menos, que as arbitrariedades de Sérgio Moro estão com os dias contados. O estranho período em que “juiz de primeiro grau pressiona ministro da Suprema Corte” parece estar chegando ao fim.

Não são alvíssaras ainda as notícias de que ministros do STF começam a perceber a força desproporcional de juízes e procuradores sobre a República. Mas é um bom começo.

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2 Comentários

  • Será que depois de desgastado moralmente ( há exceção),, em todo o munbdo, resolveu cair na realidade? Sérgio Moro, depois do escândalo da CPMI do Banestado, jamais daria um escopo moral as qualquer operação e muito menos numa que um delegado, da própria Polícia Federal, afirmou em alto e bom som que a mesma, no caso a Lava Jato, foi criada não para combater a corrupção e sim para acabar com o PT. Outro fato grave foi a publicação, imprensa, de declarações feitas pelo cientista político Bandeira de Mello que discorre sobre o despreparo de Sérgio Moro de atuar como juiz. A filosofa Marilena Xaui, afirmou que o juiz é orientado pelo pelo FBI Outro fato gravíssimo contra o juiz diz respeito ao WikiLeaks ao revelar um documento do governo dos EUA que mostra como a Lava Jato e os trabalhos do juiz federal Sergio Moro sofreram influência de agentes daquele País, que capacitam profissionais para o combate a “crimes financeiros e terrorismo”. O informe diz que os agentes norte-americanos influenciariam brasileiros a criar uma força-tarefa para trabalhar em um caso factual, que receberia assessoria externa em “tempo real”. Segundo a jornalista Cíntia Alves do Jornal GGN, o WikiLeaks revelou um documento do governo dos EUA que mostra como a Lava Jato e os trabalhos do juiz federal Sergio Moro sofreram influência de agentes daquele País, que capacitam profissionais para o combate a “crimes financeiros e terrorismo”. O informe diz que os agentes norte-americanos influenciariam brasileiros a criar uma força-tarefa para trabalhar em um caso factual, que receberia assessoria externa em “tempo real”.
    Segundo o comunicado, após o sucesso de um seminário sobre “crimes financeiros ilícitos” promovido pelo “Projeto Pontes” (bancado com recursos dos EUA), cursos de formação em São Paulo e Curitiba oram solicitados por juizes, promotores e policiais brasileiros interessados em aprofundar o conhecimento sobre como, por exemplo, arrancar, de maneira prática, revelações de acusados de lavagem de dinheiro e outras testemunhas.
    Sergio Moro participou do seminário na condição de palestrante, em outubro de 2009, expondo de acordo com o telegrama recebido pelos governo dos EUA, as “15 questões mais frequentes nos casos de lavagem de dinheiro nas cortes brasileiras”.foram solicitados por juizes, promotores e policiais brasileiros interessados em aprofundar o conhecimento sobre como, por exemplo, arrancar, de maneira prática, revelações de acusados de lavagem de dinheiro e outras testemunhas.
    Sergio Moro participou do seminário na condição de palestrante, em outubro de 2009, expondo de acordo com o telegrama recebido pelos governo dos EUA, as “15 questões mais frequentes nos casos de lavagem de dinheiro nas cortes brasileiras”. Essas matérias acusatórias não são de agora e já era tempo dxe, se não impediram o juiz, pelo passado da US$ bilionária PIZZA do Banestado passou da hora disto acontecer. O juiz como disse Bandeira de Mello é acusador e julgador. E a prova está aí com a prisão de Lula, que não comprou apartamento que podia comprar mas que não comprou e nem ganhou enquanto o corrupto-lavador de dinheiro Fernando Henrique Cardoso que compra apartamentos nas principais capitais do mundo, ganhos ilícitos de quase R$ 1 bilhão, numa negociata de uma petroleira argentina, aliado ao então presidente Carlos Menem e nada a ele acontece e o Sérgio Morto sabe disso e muito grave, também, é amigo do Aécio neves e fotografa com ele. e tem mais fatos graves que impediria Moro de estar a frente da Lava jato.

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