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Doria deixa a prefeitura e só cumpre 20% das promessas

Doria deixa a prefeitura e só cumpre 20% das promessas

Doria deixa a prefeitura e só cumpre 20% das promessas – Foto: Paulo Lopes/ Estadão

Foram 19 promessas cumpridas, 35 não cumpridas e 36 em andamento. Nessa última categoria, porém, existem projetos em etapas muito iniciais e outros em estágios mais avançados.

Por Fabíola Perez, no R7:


João Doria deixou a prefeitura de São Paulo nesta sexta-feira (06). Durante seus 15 meses de mandato, cumpriu apenas 21% das promessas que fez em seu programa de governo e durante campanha eleitoral de acordo com levantamento realizado pelo R7.

Foram 19 promessas cumpridas, 35 não cumpridas e 36 em andamento. Nessa última categoria, porém, existem projetos em etapas muito iniciais e outros em estágios mais avançados.

Em importantes áreas como a educação, o prefeito havia prometido fazer convênios e zerar o déficit de vagas em creches em um ano. Apesar de a prefeitura ter informado que a gestão ampliou em 27.501 o número de matrículas em creches para crianças de até três ano, o déficit não foi zerado. No âmbito da Cultura, Doria não criou o Centro de Memória da Dramaturgia, nem o Museu da História de São Paulo.

Uma medida polêmica, nessa área, foi a proibição dos pancadões. O prefeito chegou a dizer em uma entrevista que as festas seriam realizadas por integrantes de facções criminosas. De acordo com a prefeitura, um projeto piloto reduziu de 50 para cinco o número de festas em Cidades Tiradentes, na zona leste da cidade.

Na área dos Direitos Humanos, apenas três promessas foram cumpridas, também de forma polêmica. Doria criou os Centros Temporários de Acolhimento que oferece abrigo para moradores de rua com canil. A gestão de Doria foi marcada ainda pelo fim do programa De Braços Abertos, de seu antecessor Fernando Haddad. Doria criou o Redenção e desativou os hotéis que faziam parte da concepção do projeto anterior. Quase todas as ações na região da Cracolândia, no centro da cidade, foram marcadas por confrontos.

Doria não criou um centro regional de atendimento a crianças e adolescentes, nem implantou centros de informação e orientação ao imigrante e ao refugiado em pontos de entrada da cidade, tampouco os centros de combate ao racismo.

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