Blog do Mailson Ramos

Temer moribundo e o governo que vegeta

Temer moribundo e o governo que vegeta

Temer moribundo e o governo que vegeta

Michel Temer perdeu todas as batalhas. Está muito próximo de perder a guerra e se deparar com um futuro que nunca quis. Nada do que fez deu certo ou mereceu aplausos dos brasileiros. Deu um golpe de estado, contou com a mídia, mas o seu governo vegeta.

Os golpistas pensavam que o dinheiro e a influência seriam capazes de manter o governo vivo, empolgar a mídia até as eleições de 2018, lançar um candidato governista competitivo e colocar Temer num pedestal, de onde, intocável, jamais seria achincalhado ou sofreria investidas da justiça.

Nos sonhos dourados do golpe, não haveria espaço para a derrota. A barca nunca afundaria e, caso isso acontecesse, os ministros sempre estariam ali para colocar o ‘seu presidente’ acima do nível da água. O governo nunca sucumbiria. Jamais.

Mas o golpe, que nasceu das artimanhas da política de alcova, planejado nas salas de conspiração, com as estratégias de gente sem escrúpulos, começa a dar sinais de desgaste e vai matando o governo aos poucos.

Os últimos e afanosos suspiros serão dados nas eleições de 2018. Isso se a camarilha golpista não chegar ao seu máximo grau de desespero e suspender o pleito. Porque golpe não combina com democracia. E o povo, que festejou a queda de Dilma, pode ser impedido de eleger o seu sucessor: quem está sentado na cadeira de presidente é um impostor.

O seu governo está morrendo em praça pública. Enquanto Michel Temer é acossado pelas prisões de amigos e pela terceira denúncia – preparada como uma estaca de prata – os golpistas pulam da barca naufragante pensando em reeleição e manutenção do foro privilegiado.

Outros pensam em ser presidente, como Maia e Meirelles. Todos eles sabem que o governo acabou. A última investida foi a intervenção militar no Rio de Janeiro. Depois disso, o que sobra para Temer é brincar com o fascismo.

Se o STF conceder o habeas corpus ao ex-presidente Lula no próximo dia 04/04, ele estará livre para se candidatar. Ainda que o TSE casse a sua candidatura, Lula terá a chance de mobilizar as massas, convocar a esquerda, apontar o seu substituto.

E os golpistas não terão outra saída senão a patranha da suspensão das eleições. Seria como dar novo oxigênio a um moribundo que tem um pé na cova. E ninguém pode duvidar de uma gente sem escrúpulos que se apossou do poder sendo chamada de canalha.

As instituições públicas arquejam com sofreguidão na mesma antessala do governo. Por isso, delas não se pode esperar uma reação. Os últimos episódios da trama vão mostrar um presidente ilegítimo cada vez mais acossado, perseguido, humilhado. O governo em cacarecos. A economia idem. O desemprego vertiginoso. A gasolina nas alturas. O país desmoralizado.

Só não anteviu o desastre quem estava – e ainda está – embriagado pelo ódio e pela intolerância. Acharam que a ruptura democrática seria preenchida por ideais conservadores e neoliberais ou a retomada de crescimento da economia. Quem bateu panela (e sumiu) vai viver o resto dos seus dias ruminando a tentativa frustrada de apoio a um governo cujos principais artífices estão na cadeia.

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