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Projeto de senador do PSDB propõe plantio de cana na Amazônia Legal

Projeto de senador do PSDB propõe plantio de cana na Amazônia Legal

Projeto de senador do PSDB propõe plantio de cana na Amazônia Legal

Os retrocessos não param. Da autoria de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), projeto propõe a revogação da proibição do cultivo de cana nos estados da Amazônia Legal por causa da pressão do aumento da demanda por etanol.

Do site O Eco:


Proibida desde 2009, o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia poderá voltar a ocorrer se o Senado aprovar o projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que libera o cultivo da cultura nos nove estados da Amazônia Legal. Organizações ambientalistas divulgaram nota contra a proposta. A votação do projeto está marcada para esta terça-feira (27).

O autor do projeto, o ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-PA), justifica a revogação da proibição do cultivo de cana nos estados da Amazônia Legal por causa da pressão do aumento da demanda por etanol. Segundo Flexa, o plantio de cana só ocorrerá em áreas degradadas. Para os ambientalistas, a liberação do cultivo aumentaria a pressão por mais áreas e tornaria difícil o país cumprir os compromissos assumidos no acordo de Paris.

Até a União da Indústria de Cana de Açúcar (Única), que representa o setor canavieiro, já se manifestou publicamente em defesa da manutenção da atual regra e contra o projeto. Segundo a entidade, a proposta traz riscos ao açúcar brasileiro no mercado internacional, já que a cana poderia ser associada com o desmatamento do maior bioma do país.

Em 2009, o governo federal estabeleceu o Zoneamento Agroecológico da Cana e excluiu a expansão do cultivo no Pantanal e na Amazônia. É esse Zoneamento que o Projeto de Lei altera.

“O zoneamento da cana, afinal, foi feito exatamente como resposta a ameaças de imposição de barreiras comerciais não-tarifárias às exportações de álcool do Brasil. Revertê-lo atesta a nossos compradores que o Brasil não é um país sério, já que é incapaz de manter uma salvaguarda ambiental num tema discutido com o setor e pacificado há quase uma década”, se pronunciaram, em carta aberta, 43 organizações socioambientais, entre elas o ISA, o Imazon e o Observatório do Clima.

“Além de ter sua meta no Acordo de Paris para o setor de energia baseada, entre outros, na produção sustentável do etanol, e viabilizada com a lei do RenovaBio, o Brasil também lidera esforços internacionais de desenvolvimento de biocombustíveis para a descarbonização rápida do setor de transportes. Essa liderança é ferida de morte pelo projeto de Flexa Ribeiro”, afirmam as ONGs.

Ao mesmo dia, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, grupo que reúne o setor produtivo e organizações ambientalistas, também se manifestou contra o PL.

“É legítima a demanda de desenvolvimento econômico nas regiões da Amazônia. No entanto, a Coalizão Brasil acredita que a criação de empregos de qualidade só poderá ser atingida por meio da economia de baixo carbono. Atualmente, o cultivo da cana ocupa cerca de 10 milhões de hectares. O zoneamento, ao excluir 92,5% do território brasileiro como inapto para a o cultivo de cana-de-açúcar, ainda permite sua expansão em 64,7 milhões de hectares, sendo 19,3 milhões de hectares áreas de alto potencial produtivo”, afirma a Coalizão.


1 Comentário

  • Flexa Ribeiro – PSDB (PA) – Guardem o nome e o partido desse elemento para nunca reelegê-lo! Sem prejuízo para as ações legais contra ele!

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