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Flávio Rocha e o escândalo dos bônus eleitorais em 1994

Flávio Rocha e o escândalo dos bônus eleitorais em 1994

Flávio Rocha e o escândalo dos bônus eleitorais em 1994 – Foto: JF Diorio/ Estadão

Dono da Riachuelo, Flávio Rocha foi deputado federal por dois mandatos (1987 – 1985). Com pretensões de disputar as eleições de 1994 como candidato à presidência da República, acabou desistindo da disputa por causa do escândalo dos bônus eleitorais.

Em 1994, Flávio Rocha, dono da Riachuelo, chegou a se lançar candidato à presidência da República. Mas acabou retirando a candidatura por causa do escândalo dos bônus eleitorais.

O bônus eleitoral foi um instrumento utilizado para as eleições de 1994 (Lei Federal nº 8.713/1993), em que a única forma para aqueles que pretendiam doar recursos financeiros para uma campanha eleitoral era mediante a compra desses bônus eleitorais, que representavam uma espécie de recibo, em forma gráfica parecida com um cheque, cuja emissão era controlada.

Por exemplo, o sujeito doava 50 mil reais e recebia um bônus eleitoral de 100 mil reais, como se tivesse doado 100 mil reais. Era uma forma de doação que se comprovou ineficaz após a comprovação de sua ineficácia para o controle dos gastos nas campanhas e a sua utilização para lavar dinheiro de empresas que doavam para caixa 2.

Em 5 de agosto de 1994, a reportagem da Folha (assinada pelo jornalista Xico Sá) comprou da campanha de Flávio Rocha, candidato à Presidência pelo PL (Partido Liberal), um lote de R$ 140 mil em bônus eleitorais em troca de um cheque de R$ 70 mil.

A transação comprovava a existência de um mercado paralelo formado por candidatos para a venda ilegal, com deságio (desconto), de bônus eleitorais.

De acordo com a matéria, a negociação foi concluída nas sedes da Guararapes (um conjunto de fábricas do setor têxtil que compreende as lojas de departamento Riachuelo) e da Riachuelo, em São Paulo, empresas pertencentes à família de Rocha.

Quatro dias depois, a cúpula do Partido Liberal (PL), desistiu da candidatura de Flávio Rocha. O empresário acusou o partido de boicotá-lo para favorecer FHC e os bancos (a principal bandeira de sua campanha era o imposto único).

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