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Justiça suspendeu nomeação de filho de deputado por falta de qualificação

Justiça suspendeu nomeação de filho de deputado por falta de qualificação
Justiça suspendeu nomeação de filho de deputado por falta de qualificação
Yorran Christie Braga da Costa, filho do deputado federal Wladimir Costa (SD/PA), teve a nomeação ao cargo de delegado federal de Desenvolvimento Agrário do Pará suspensa por falta de qualificação.

Deu no G1:


A Justiça Federal acatou pedido liminar e suspendeu a nomeação de Yorran Christie Braga da Costa, filho do deputado federal Wladimir Costa (SD/PA), ao cargo de delegado federal de Desenvolvimento Agrário do Pará por falta de qualificação. O jovem de 22 anos havia sido indicado para administrar recursos no valor de R$ 100 milhões no Pará, com salário de cerca de R$ 10 mil. O G1 já tentou contato com Yorran e aguarda posicionamento.

A juíza Mariana Garcia Cunha, da 5ª Vara Federal Cível do Pará, afirmou na decisão que Yorann “limitou-se a informar que é estudante de Direito e frequenta curso técnico de Tecnologia em Gestão Pública, ou seja, o estudante não tem experiência profissional alguma, tampouco experiência de gestão. Além disso, ainda está em curso sua formação acadêmica”.

O documento diz ainda que o fato de Yorann estar cursando Direito não é suficiente para afastá-lo do cargo. No entanto, ele apresenta um histórico escolar mediano com notas médias mínimas e reprovação em várias matérias. Além disso, a decisão aponta que, por se tratar de um cargo de direção, é esperada a experiência no gerenciamento de equipes ou no mínimo na área agrária, ‘o que não é caso de Yorran’.

“Não se trata de avaliar se o administrador fez a melhor escolha, mas de verificar se a escolha estabeleceu os critérios mínimos da lei, o que não existiu, pois o delegado não possui preparação mínima para o cargo”, assinala a decisão.

Ação popular

Uma ação popular foi protocolada em janeiro no Diário Oficial da União indicando que o cargo é de grande responsabilidade, pois lida com o orçamento do desenvolvimento agrário no estado, com repasse anual de R$100 milhões.

De acordo com a ação, o “jovem demonstra falha de gestão e deve favores ao pai, por ser devedor de um empréstimo de R$1, 2 milhão”.

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