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Editorial | A estratégia de Michel Temer brochou

A estratégia de Michel Temer de “combater a criminalidade” e tomar para si a agenda da segurança pública foi um barco furado. Pesquisa Estadão-Ipsos foi um balde de água fria.

Editorial | A estratégia de Michel Temer brochou – Charge do Renato Aroeira

A estratégia de Michel Temer de “combater a criminalidade” e tomar para si a agenda da segurança pública foi um barco furado. Pesquisa Estadão-Ipsos foi um balde de água fria.

A intervenção militar no Rio de Janeiro foi a última das ilusões de um presidente fracassado que não conseguiu melhorar a economia, aprovou medidas de austeridades para liquidar com os mais pobre e vai sair por onde entrou: pela porta dos fundos do poder.

Há alguns dias, embevecidos da fanfarronice da velha mídia os governistas comemoravam ‘a volta de Temer ao jogo político’. De massacrado a estrategistas. O seu marqueteiro, Elsinho Mouco, chegou a arriscar que o ilegítimo seria candidato à reeleição. Festejou-se a intervenção como se aquilo fosse uma garanti de melhoria da popularidade.

A estratégia de Michel Temer de “combater a criminalidade” e tomar para si a agenda da segurança pública foi um barco furado. A recente pesquisa do instituto Ipsos para o Estadão mostrou que Temer tem os míseros 4% de aprovação que o colocam como o pior presidente da história.

Isso só prova que ele é um desastre.

Como quando levou embaixadores para comerem carne brasileira numa churrascaria onde só serviam carne importada; ou quando queimou bilhões de reais para escapar de duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

Ele não pode recuperar a popularidade que nunca teve. Isolado no Palácio do Jaburu, Temer é a imagem de um governo feito de gente que odeia gente. O povo, nas ruas, não suporta mais estes golpistas. E não adianta nada aparecer no Silvio Santos, no Ratinho, no Amauri Jr.

Enquanto eles falam em legado, em herança deixada por Temer, o brasileiro vê o país destruído, humilhado, com uma imagem manchada pelo golpe contra a democracia. O castigo para este governo e para todos aqueles que participaram e participam dele é a impopularidade.

Mas muito pior do que a impopularidade será a revanche do povo nas urnas. Neste dia vão se lembrar daquela história que dizia: O golpe é um castelo de cartas. Desabando.

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