Blog do Mailson Ramos

Que decisões pode tomar uma desembargadora que se baseia em fake news?

Que decisões pode tomar uma desembargadora que se baseia em fake news?

Que decisões pode tomar uma desembargadora que se baseia em fake news?

O judiciário brasileiro está infestado de chupins que se notabilizam pelas baboseiras que falam e pelos atos de extrema falta de noção. Que decisões pode tomar, por exemplo, uma desembargadora que se baseia em notícias falsas?

Nas redes sociais vicejam discursos de todos os matizes ideológicos. Muitos deles partem de pessoas que exercem cargos cuja principal regra é ser imparcial. A imparcialidade é, por exemplo, uma das principais atribuições da boa magistratura. Um juiz respeitável precisa impor-se entre dois lados sem beneficiar qualquer uma das partes. Ele não pode se colocar dentro dos processos e julgar conforme seus preceitos ideológicos.

Não é o que se vê no Brasil ultimamente. A insegurança jurídica criada com os excessos da Operação Lava Jato transformou juízes e procuradores em partes dos processos, com decisões meramente políticas, verdadeiros acordos corporativos para prender, macular reputações, condenar sem provas e fundamentar narrativas políticas usando de forma maquiavélica o poder da justiça.

O golpe de 2016 aprofundou esta ruptura. A narrativa da “luta contra a corrupção” fez emergir figuras do judiciário que se notabilizam por espalhar baboseiras na internet, palavras vãs que só reforçam o corporativismo e uma falta de noção ímpar. São ideólogos, antecipam decisões, posicionam-se politicamente (na maioria das vezes contra a esquerda). Exemplos existem aos montes nos índices de pesquisa da internet.

Um deles surgiu esta semana, após a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL). A desembargadora Marília Castro Neves foi às redes sociais criticar a mitificação de Marielle e a disposição da esquerda em transformá-la num mito. Para isso, recorreu a notícias falsas divulgadas pelo deputado da bancada da bala, Alberto Fraga (DEM-DF). Fraga foi ao Twitter dizer que Marielle era ex-esposa do traficante Marcinho VP e que havia sido eleita pelo Comando Vermelho.

Que decisões pode tomar uma desembargadora que se baseia em fake news?

A desembargadora navegou na maionese de Fraga, ambos imbuídos de uma fúria doentia contra a esquerda, repercutindo a mentira. O caso é que Maria Lucia, sendo uma magistrada e ocupando um cargo público de grande responsabilidade não poderia se basear em fatos inexistentes para fundamentar uma crítica. Estamos falando de uma servidora pública que lida com provas para absolver ou condenar pessoas e se valeu de notícias falsas para incriminar alguém que já faleceu.

E a verborragia não parou por aí. Foram divulgados na internet diálogos de Marília Catsro Neves extraídos de um grupo privado no Facebook (por ela administrado) que tem cerca de três mil membros, em sua maioria servidores do judiciário. Num dos comentários a uma publicação, a desembargadora endossou a execução sumária do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). Além de exprimir a sua homofobia, Marília utiliza o método fascista de emparedar adversários ideológicos (porque é assim que ela se posiciona).

Que decisões pode tomar uma desembargadora que se baseia em fake news?

Ninguém pode esperar um julgamento digno deste tipo de magistrado que se notabiliza pelas barbaridades publicadas redes sociais e salvas não somente em imagens, mas no imaginário das pessoas. A desembargadora do Rio de Janeiro tem todo o direito de se posicionar contra o ativismo de Marielle e assim deve se comportar para fundamentar o seu conservadorismo e aversão à esquerda. O que ela não pode é fazer críticas utilizando fake news que vicejam nas correntes de WhatsApp e nas redes sociais sem nenhuma comprovação fática.

Foi buscar no submundo das notícias falsas as mentiras que a direita está acostumada a disseminar para manchar a esquerda. Isso não pode passar em brancas nuvens. É preciso cobrar do CNJ uma punição exemplar para este tipo de gente que desrespeita a índole de outrem por umas poucas palavras jogadas em posts de rede social. O PSOL deve ir à Justiça contra estas arbitrariedades e à Comissão de É tica da Câmara contra Alberto Fraga.

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