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Delator ‘perdoado’ por Moro escondeu dinheiro no exterior

Delator ‘perdoado’ por Moro escondeu dinheiro no exterior

Delator ‘perdoado’ por Moro escondeu dinheiro no exterior

Zwi Skornicki teria “driblado” a força-tarefa da Lava-Jato, em Curitiba, ao deixar de revelar e incluir no acordo de colaboração toda a sua fortuna existente no Brasil e no exterior.

De acordo com matéria do jornal O Globo, Zwi Skornicki, um dos principais operadores de propina no esquema de corrupção da Petrobras, réu confesso e delator na Lava Jato foi acusado pela Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) de ter tentado repatriar dinheiro de propina e de ocultar patrimônio usando nomes terceiros.

Zwi teria “driblado” a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, ao deixar de revelar e incluir no acordo de colaboração toda a sua fortuna existente no Brasil e no exterior.

Em setembro de 2017, Nossa Política noticiou que Zwi  cumpriria prisão domiciliar após ter delatado o PT. Ele disse que as empresas Keppel Fels e Technip fizeram doações eleitorais registradas ao PT como parte da propina acertada por contrato firmado com a Petrobras para construção da plataforma P-56.

Como prêmio, Sérgio Moro autorizou a devolução definitiva de cinco carros de luxo, uma lancha, dois botes salva-vidas e relógios ao delator Zwi Skornicki, apontado como operador de propina na Petrobrás pela Operação Lava Jato. Skornicki terá de volta três BMW, uma Mercedes e um Mini Cooper.

Sérgio Moro autorizou o repatriamento do patrimônio:

“Tendo em vista que o colaborador cumpriu com a sua parcela de obrigação referente à internalização dos valores mantidos nos Estados Unidos da América, determinei a restituição de valores excedentes que remanesciam indisponíveis a Zwi Skornicki. O mesmo aplica-se aqui, para a devolução dos demais bens.”

Segundo Moro, ‘a repatriação dos valores mantidos na Suíça ficou a cargo da Procuradoria-Geral da República e até aquela data (13/09/2017) ainda não havia sido efetivada, aparentemente por questões burocráticas’.

Acontece que, segundo a PGFN, “a estratégia de Zwi foi tentar atrelar sua tentativa de adesão ao RERCT ao acordo de colaboração. Ele incluiu cláusula que excepciona do sigilo imposto ao colaborador informações úteis ou convenientes à regularização e repatriação de bens localizados no exterior que não tenham sido objeto do ressarcimento e pena de perdimento previsto no acordo. Com o acordo de colaboração debaixo do braço, Zwi tentou transformar dinheiro ilícito em bens lícitos“.

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