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Patrono da Beija-Flor é bicheiro

Patrono da Beija-Flor é bicheiro

Patrono da Beija-Flor é bicheiro – Foto: Eduardo Nicolau/ Estadão

O patrono da escola, o contraventor Anísio Abraão David é condenado pela Justiça Federal por ser um dos chefes de uma quadrilha que corrompia agentes públicos, inclusive juízes e desembargadores.

O repórter do jornal Extra, Rafael Soares, publicou no Twitter algumas informações importantes sobre o carnaval do Rio de Janeiro. De acordo com ele, a Beija-Flor apresentou um enredo repleto de críticas à corrupção. O patrono da escola, o contraventor Anísio Abraão David é condenado pela Justiça Federal por ser um dos chefes de uma quadrilha que corrompia agentes públicos, inclusive juízes e desembargadores.

O enredo também criticou a “gangue dos guardanapos”, de Sérgio Cabral. Simão Sessim, primo de Anísio, é deputado federal pelo PP, partido da base do governo Cabral e do vice de Pezão, Dornelles.

Quem teve a ideia do enredo com críticas à corrupção da Beija-Flor foi justamente o filho do bicheiro e patrono da escola Anísio Abraão David, Gabriel David, de 20 anos. Ele me disse que é o “sucessor” do pai.

No dia 15 de dezembro de 2011, a Corregedoria Interna da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) desencadearam a Operação Dedo de Deus. O objetivo era cumprir 60 mandados de prisão preventiva e 125 de busca e apreensão de pessoas envolvidas em crimes relacionados à prática do jogo do bicho.

A operação começou nas primeiras horas da madrugada. Os banqueiros Aniz Abraão David, o Anísio, e Luís Pacheco Drumond, o Luisinho, eram dois dos alvos da ação da PF. Na época, Anísio não foi localizado pelos policiais. Na garagem do prédio onde ele mora, na Avenida Atlântica, foram apreendidos quatro carros importados.

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