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Editorial | Fux: De beijador de pé a moralista no TSE

Editorial | Fux: De beijador de pé a moralista do TSE

Editorial | Fux: De beijador de pé a moralista no TSE – Foto: Beto Barata/PR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, assumiu a presidência do TSE pelos próximos dois anos. E prometeu moralizar as eleições de 2018, combatendo as fake news e louvando a lei da Ficha Limpa. Quem te viu, quem te vê, Fux.

Luiz Fux assumiu o TSE nesta semana prometendo combater as fake news e reafirmar as teses da lei da Ficha Limpa que poderá inviabilizar a candidatura do ex-presidente Lula às eleições de outubro.

Sobre notícias falsas veiculadas na internet no período eleitoral, o presidente do TSE afirmou que candidatos serão punidos por executar ou autorizar estas práticas. Se há uma demonstração clara de que o beneficiário está ciente, há uma parceria para utilizar isso, é claro que o candidato que está diretamente vinculado a isso ele vai sofrer consequências eleitorais.”, afirmou.

Esta sanha de moralidade não condiz com a narrativa de Reinaldo Azevedo sobre um fato ocorrido após a nomeação de Fux para o STF:

Indicado por Dilma, Fux foi à casa de Cabral para agradecer o apoio. E, diante de testemunhas, fez um gesto que ele mesmo disse que seria inédito: ajoelhou-se, diante de todos, e beijou os pés de Adriana. Tem seu lado criativo, convenham. Já se conhecia o beija-mão. O beija-pé, se não é símbolo máximo da sujeição, deve ser puro ato de picardia.

Não se pode esquecer que Luiz Fux concedeu liminar que permitiu aos juízes o recebimento de auxílios-moradia, mesmo com os seus altos salários ou sendo eles proprietários de imóveis nas cidades onde exercem as suas atribuições.

A propósito, a própria filha do ministro, Mariana Fux, que é desembargadora, recebe mensalmente auxílio-moradia de R$ 4.300, ao mesmo tempo que tem dois apartamentos no Leblon (Rio) que, por baixo, valem R$ 2 milhões.

No discurso de posse, Fux disse que “‘Ficha suja’ está fora do jogo democrático” e afirmou que a corrupção também será severamente punida no país. Existe, no judiciário brasileiro, um abismo infindável entre discurso e ação.

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