Blog do Mailson Ramos

Tá tudo dominado!

Tá tudo dominado!

Tá tudo dominado!

As instituições públicas foram sequestradas pelos movimentos de direita. A Justiça, por exemplo, aderiu a uma prática punitivista típica dos regimes ditatoriais; aliás, quem disse que não estamos numa ditadura?

Ao assumir o posto de diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia afirmou que “uma única mala” “talvez” seja insuficiente para comprovar se os investigados cometeram crime de corrupção.

Segóvia se referia à mala com R$ 500 mil em dinheiro – supostamente propina – entregue em abril deste ano pelo executivo Ricardo Saud, do frigorífico JBS, para o então deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-MG), assessor de Michel Temer.

Hoje, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi indiciado pelo crime de Caixa 2 pela Polícia Federal na Operação Cifra Oculta, um desdobramento da Lava Jato.

Em 1 de junho de 2017, Rosa solicitou a condução coercitiva de Haddad e da ex-vice-prefeita Nádia Campeão, entretanto, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Márcio Antônio Boscaro, negou o pedido.

Estes dois casos ilustram a condição de sequestro das instituições públicas por um movimento persecutório e silencioso de direita. Talvez não seja nem mais silencioso como se mostrou no início desta empreitada.

A Polícia Federal é o exemplo clássico deste sequestro. Além dos delegados aecistas que fizeram campanha para Aécio Neves em 2014, a PF nutre a ideia de ser independente.

A Lava Jato não é uma operação policial isenta. Tem lado. Procure um tucano preso em Curitiba e não vai encontrar.

Os brasileiros, atordoados, assistiram à construção de uma narrativa que criminalizou a esquerda, destruiu as grandes empresas brasileiras, concedeu voz e depois liberdade aos ladrões (delatores), criou um punitivismo baseado na ideia de que a Justiça deve ser temida.

O MPF é um antro de meninos mimados, mal crescidos e que acreditam que vão varrer a corrupção do país; messiânicos, mas partidários.

O Supremo Tribunal Federal não tem nada de supremo. Os seus ministros silenciaram quando precisavam falar; falaram fora dos autos; são muitas vezes autoritários para tratar de causas simples e complacentes com os poderosos.

A guinada à direita está corroendo as instituições. Mas há quem diga que elas estão funcionando plenamente.

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