Blog do Mailson Ramos

Lula é maior do que todas as perseguições

Lula é maior do que todas as perseguições

Lula é maior do que todas as perseguições – Foto: Ricardo Stuckert

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (31) é, de fato, histórica: ela mostra que o ex-presidente Lula é maior do que qualquer perseguição. Mostra também que o conglomerado golpista (mídia e judiciário) não conseguiu destruir a sua imagem.

A pesquisa Datafolha serviu para mostrar duas perspectivas fundamentais para a democracia brasileira: Lula continua na dianteira, mesmo condenado e é o melhor cabo eleitoral do Brasil, com possibilidade de transferência do capital político para outro candidato, caso seja preso.

Isso representa uma vitória contra o golpe e contra as perseguições encampadas pelo Judiciário em conluio com a mídia. É a derrota de um sistema de criminalização sem provas, que pode cumprir ainda o seu mais vil propósito, que é retirar o ex-presidente dos braços do povo e atirá-lo numa prisão em Curitiba.

Os custódios da Lava Jato e a direita (o que significa politicamente a mesma coisa) estão preparando a retirada traumática de Lula das ruas, das eleições, da mídia. Assim funciona o golpe. A cada pesquisa divulgada com a liderança absoluta do Lula, uma resposta intransigente e autoritária da República de Curitiba.

A retirada de Lula das eleições não é somente uma forma de diminuir a esquerda; é, sobretudo para amplificar os espaços da direita, do “novo”, dos candidatos de quem, até ontem, era “apartidário”.

As eleições de 2018 podem apresentar um panorama nunca antes visto da interferência da mídia e do Judiciário na disputa. Porém, aproxima-se o dia em que o poder do voto apagará a desgraça das canetadas que vigoraram nos últimos quatro anos.

Aproxima-se o dia em que o golpe vai ser dissolvido na voz do povo, no direito que ele tem de votar – e votar em quem quiser. A luta da esquerda hoje é acirrada e dolorosa; mas não há nada tão legítimo e eficaz do que a mobilização.

Durante muito tempo, o inimigo oculto dissimulou. Escondeu-se por trás de faces irreconhecíveis e habitou em espaços desconhecidos para destruir e corroer a esquerda. Hoje as cartas estão dadas. Tem até jornalista que transmite recado à direita direto de Curitiba.

Ingênuo será o brasileiro que não colocar acima de toda a sua cidadania o direito de votar e votar em quem quiser. Porque o Brasil vive há dois anos sob o comando de uma quadrilha e há quatro sob a regência de um punitivismo desgraçado que arrasou a economia.

Cada um defenda o seu direito ao voto com o empenho para libertar o país da sanha reformista que não reforma nada; dos entreguistas que querem vender até terras a estrangeiros; dos quadrilheiros que assaltaram o poder para destruir políticas públicas e fazer o papel inverso ao de Robin Wood.

Os próximos passos do golpe serão dolorosos. Mas uma coisa é certa: essa guerra eles perderam.

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