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Huck no Faustão foi campanha extensiva da Globo

Huck no Faustão foi campanha extensiva da Globo
Luciano Huck foi ao ‘Domingão do Faustão’ ocupar o palanque que a TV Globo lhe ofereceu em rede nacional. Campanha extensiva, não foi outra coisa senão isso.

Luciano Huck afirmou em novembro de 2017 que não seria mais candidato à presidência da República. Antes disso, porém, o Estadão divulgou uma pesquisa em que 60% do eleitorado tinha a intenção de votar no apresentador de TV.

Mesmo com o anúncio da desistência, os fiéis do deus mercado e da sanha neoliberalista que se apossou do Brasil continuaram mantendo as expectativas de que Huck desistisse da desistência e voltasse à disputa pelo Planalto.

Ontem (7), Faustão foi o responsável por comandar uma farsa em seu programa, porque nada ali era natural ou realizado para expor as opiniões de Luciano Huck e da coadjuvante na cena, Angélica. Aquilo ali era uma campanha extensiva para atingir todos os brasileiros. Impor ao público (e ao eleitorado) o candidato que representa “o novo”.

Nas redes sociais, o público percebeu o teatro.

A Globo coloca em pauta o seu plano B. Se nenhum dos candidatos da direita vingar – com a exceção de Bolsonaro que a Globo não quer nem como presidente de time de jogo de botão – Huck será levado ao pleito como candidato “novidade”.

O discurso da “nova política” já está pronto.

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É dizer que a velha política derreteu, falar sobre a corrupção que envergonha o país, a ausência de lideranças políticas jovens, ressignificar a importância das instituições e da integridade da imagem do homem público.

Está tudo pronto. E a Globo já deu o pontapé inicial.

Nas eleições de 2016, os brasileiros acreditaram nessa tolice de “renovação” na política, que acabou não renovando nada. O grande mau exemplo disso foi a eleição de João Doria. A maioria dos paulistanos hoje deve estar arrependida de tê-lo escolhido como prefeito.

Que o brasileiro não cai nesta farsa. Por trás de Huck está, por exemplo, Armínio Fraga, aquele que defende a privatização da Petrobras e diz que não vê justificativa para a existência de empresa estatal. Não precisa nem desenhar!

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