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Senado mantém Paulo Freire como patrono da educação no Brasil

Senado mantém Paulo Freire como patrono da educação no Brasil

Paulo Freire em seu retorno ao Brasil após 16 anos no exílio

Na avaliação de Fátima Bezerra, a Sugestão 47/2017 é nitidamente derivada do processo de “fascistização de setores da sociedade brasileira”.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quinta-feira (14) relatório de autoria da senadora Fátima Bezerra (PT-RN) orientando o arquivamento da proposta de iniciativa popular que solicitava a revogação da lei que instituiu o educador Paulo Freire como patrono da educação brasileira.

Na avaliação da senadora, a Sugestão 47/2017 é nitidamente derivada do processo de “fascistização de setores da sociedade brasileira”, que tem sido marcado, segundo ela, “pela intolerância e variadas formas de preconceito, discriminação e opressão”.

Paulo Freire é autor de uma teoria do conhecimento que mostra a necessidade de o educador (aquele que tem o saber sistematizado) se aproximar do educando em uma relação dialógica, problematizando o vivido na busca de um novo conhecimento que só pode significar liberdade e emancipação, nunca doutrinação.

Para Freire, a relação entre educador e educando é uma relação entre iguais: homens e mulheres que se encontram no mundo e que são, ambos, sujeitos no processo de humanização.

“Não faz nenhum sentido a acusação de que os problemas da educação brasileira se devem a Paulo Freire. Afirmá-lo seria o mesmo que dizer que o diálogo, a busca de consensos, o respeito ao ponto de vista do outro, a liberdade, a não-violência e a autonomia dos sujeitos são práticas nocivas”.

“É exatamente disso que a sociedade brasileira mais precisa hoje, de forma a recompormos o tecido social esgarçado por discursos de ódio e tentativas de anulação das diferenças de forma violenta”, destacou a senadora. Assim, a Sugestão foi arquivada e o educador Paulo Freire é mantido como patrono da educação brasileira.

Fonte: PT no Senado

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