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Editorial | Marcelo Bretas: O juiz e o fuzil

Marcelo Bretas: O juiz e o fuzil

Editorial | Marcelo Bretas: O juiz e o fuzil

O juiz Marcelo Bretas apareceu portando um fuzil ao lado de policiais civis. Para suscitar a ideia imorredoura da Lava Jato de juiz justiceiro.

Marcelo Bretas é a versão carioca do juiz Sérgio Moro.

Um pouco mais atrevido, porém, do que o seu colega de Curitiba.

Como Moro, Bretas tem o apoio de uma meia dúzia de artistas e se coloca sob os holofotes.

É um magistrado que não se comporta como tal, uma vez que as suas decisões são sempre pautadas pelo estrelismo, pelo midiatismo, nunca como a atribuição (tarefa) que lhe impõe o cargo.

Hoje ele aparece numa foto segurando um fuzil em publicação feita no Twitter. Diz ele:

“Agradeço à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro pelo treinamento, bem como à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pela escolta pessoal, e ainda ao amigo Desembargador Paulo Rangel do TJRJ pelo apoio.
Estamos juntos!”

Bretas é juiz federal num estado onde o crime organizado tem ramificações profundas; um juiz que porta um fuzil e aparece numa foto exibindo-o come se fosse o comandante de uma artilharia, perdeu a noção do sentido de imagem.

A imagem remete ao ideal de juiz justiceiro decantado pela Lava Jato desde os seus primórdios. O julgador que também empunharia uma arma para livrar a cidade da corrupção e da criminalidade.

Ele não se dissocia de Moro que posa com tucanos em fotos promíscuas.

Esta gente adora a luz de um flash.

Muito mais do que os códigos que regem o direito.

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