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Boeing quer comprar a Embraer

Boeing quer comprar a Embraer

Boeing quer comprar a Embraer

A gigante americana Boeing confirmou que está em negociações de aquisição com a fabricante brasileira de aeronaves Embraer.

 Deu no The Wall Street Journal:


A Boeing Co. confirmou que está em negociações de aquisição com a fabricante brasileira de aeronaves Embraer SA, uma mudança que daria à Boeing presença no mercado de jatos regionais e ajudaria a contrariar uma recente mudança da Airbus SE para chegar a um acordo similar com a Bombardier Inc.

Na sequência de um relatório do Wall Street Journal sobre as negociações, as empresas apresentaram uma declaração conjunta dizendo que estão “empenhadas em discussões sobre uma combinação potencial, a base da qual continua em discussão”.

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E no Financial Times, o canto da sereia:


A Boeing manteve conversas sobre uma aquisição de vários bilhões de dólares da Embraer no Brasil, em uma mudança que poderia reestruturar a indústria aeroespacial global, já que o rival europeu Airbus se prepara para assumir o controle do jato de passageiros regional da série C da Bombardier.

O acordo, se fosse para frente, combinaria a maior empresa aeroespacial do mundo com o terceiro maior fabricante de jatos de passageiros. Se bem sucedido, também seria o maior acordo da Boeing desde a compra do McDonnell Douglas em 1997 por US $ 13 bilhões.

A Embraer e a Boeing confirmaram na quinta-feira que estavam em discussões sobre um acordo, mas disseram que os termos ainda estavam sendo discutidos e não havia garantia de que uma transação resultaria. As ações da Embraer aumentaram 40%.

Caso contrário, um acordo ampliaria a gama de produtos da Boeing para a mais pequena extremidade de aeronaves comerciais, jatos de menos de 100 lugares, além de aumentar sua gama de jatos militares e empresariais.

No entanto, um acordo permanece longe de ser certo, pois exigirá aprovação do governo brasileiro, que tem uma participação dourada na Embraer.

Tanto a Boeing quanto a Embraer parecem ter sido conduzidas a discussões pelo acordo surpreso da Airbus em outubro, no qual garantiu uma participação de 50,01 por cento no jato C Series da Bombardier do Canadá por nenhum pagamento em dinheiro. A Airbus fornecerá apoio de marketing e serviços, e produzir jatos para o mercado dos EUA na fábrica da Alabama.

Esse acordo deverá dar uma nova vida à aeronave da Bombardier, que lutou para ganhar ordens em meio a preocupações com a viabilidade financeira da empresa canadense. Levou vários resgates públicos devido ao excesso de custos no programa da Série C.

Tanto a Boeing quanto a Embraer procuraram sufocar a série C com desafios legais. A aeronave mais pequena na gama compete com o maior E-Jet da Embraer, enquanto a Série C poderia eventualmente ser estendida para desafiar o menor avião de um único corredor da Boeing.

A Boeing lançou ações legais nos tribunais dos EUA, reivindicando os resgates canadenses e, separadamente, empréstimos do governo do Reino Unido para a fábrica da Bombardier na Irlanda do Norte, ascenderam a subsídios ilegais.

O Departamento de Comércio dos EUA esta semana confirmou uma proposta preliminar para impor tarifas pesadas de cerca de 300 por cento sobre as importações da Série C, uma jogada que poderia ter prejudicado o programa. No entanto, a decisão final sobre se impor as tarifas não é esperada até o início do ano que vem e a Airbus e a Bombardier acreditam que o acordo deles significa que as tarifas não serão aplicadas, uma vez que qualquer aeronave para clientes dos EUA será feita localmente.

A Embraer, entretanto, tomou o caso por concorrência desleal à Organização Mundial do Comércio.

A Embraer também fabrica aeronaves comerciais menores para o mercado regional e jatos de negócios que fortaleceriam a gama de produtos da Boeing. No entanto, os analistas expressaram surpresa no movimento da Boeing, já que repetidamente descartou a lógica do acordo da Airbus.

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