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Argentina tem um Moro e ele quer prender Cristina Kirchner

Argentina tem um Moro e ele quer prender Cristina Kirchner

Argentina tem um Moro e ele quer prender Cristina Kirchner

A ditadura é do judiciário. E não é somente do judiciário brasileiro não. Na Argentina, o juiz Cláudio Bonadio aparece como algoz de Cristina Kirchner.

Um juiz solicitou nesta quinta-feira (6) a detenção preventiva da ex-presidenta argentina Cristina Fernandez de Kirchner, que tem imunidade parlamentar, por suposta traição ao país e encobrimento agravado. Ele fez isso no contexto do caso que investiga se o governo cometeu crime ao não punir os suspeitos do ataque contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que causou 85 mortes em 1994.

O juiz Claudio Bonadio pediu à Câmara Alta (equivalente ao Senado Federal no Brasil) para tirar os privilégios para poder deter Cristina Kirchner, já que a decisão do tribunal ocorre dias após a ex-mandataria ter sido eleita senadora. O juiz quer que ela siga os passos de outros réus, incluindo acusações de ex-, que foram processadas e detidas.

Bonadio também impôs um embargo de 50 milhões de pesos (2,9 milhões de dólares) à senadora. O juiz emitiu as acusações um mês e meio depois de citar os arguidos neste caso, que foi aberto pelo ex-promotor Alberto Nisman quatro dias antes de ser encontrado morto em seu apartamento em Buenos Aires com um tiro na cabeça. Nisman, promotor do caso AMIA, acusou o então presidente, o ministro das Relações Exteriores e outros funcionários de ter orquestrado um plano criminal para “dotar de impunidade” cinco iranianos suspeitos de serem os autores intelectuais do bombardeio da AMIA, o pior a história da Argentina, em troca de benefícios econômicos.

A senadora Cristina Kirchner acusou o governo macrista de estar por trás da manobra judicial. “Esta é uma amostra de como Macri manipula a justiça, há instrumentos de perseguição política sem precedentes na democracia; Mauricio Macri é o maestro e o juiz Bonadio executa a partitura”, declarou em uma conferência de imprensa do Congresso, acompanhada por deputados kirchneristas. “Eles querem me calar, não vou ter medo”, advertiu, observando que a acusação de Bonadio “é uma causa inventada sobre fatos que não existiam”.

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