Educação

Alckmin quer demitir 33 mil professores antes do natal

Alckmin quer demitir 33 mil professores antes do natal

Alckmin quer demitir 33 mil professores antes do natal

A denúncia foi feita pela APEOESP. Sindicato avisa que a concretização dos planos de Geraldo Alckmin (PSDB) pode deixar escolas sem professor.

Da APEOESP:


Ao final do ano letivo, no dia 20/12, cerca de 33 mil professores da categoria O da rede pública estadual  poderão ser demitidos,  tendo em vista que o governo do Estado se recusa a reduzir o período de afastamento obrigatório do final do contrato de 180 dias para 40 dias, ou apresentar outra solução que permita a esses professores participar do processo inicial de atribuição de aulas de 2018, mantendo seus postos de trabalho. Por isso, a presidenta da APEOESP, professora Bebel, esteve na noite desta quinta-feira, 7/12, na Secretaria da Educação, onde conversou mais uma vez com o chefe de gabinete,  acompanhada de uma comissão de mais de cem professores da categoria O. A APEOESP vem lutando há um ano ou mais por uma solução para este grave problema. Apesar disto,  o governo nada fez. Frente ao drama humano de milhares de professores que serão desempregados e de suas famílias, o governo do PSDB se apega a querelas

jurídicas,  produzidas pela Procuradoria Geral do Estado, instituição insensível às necessidades da nossa categoria e da escola pública.  O fato é que não foi apresentada nenhuma proposta. Além da insensibilidade com  o drama humano,  o governo demonstra descompromisso com a educação pública, pois sua decisão de demitir esses milhares de professores vai agravar a falta de profissionais que já é muito grave na rede estadual de ensino. Este é o governo que temos no estado de São Paulo. Não nos dobraremos ao seu autoritarismo. Vamos lutar até o fim. Estamos denunciando esta situação para que a comunidade escolar e a sociedade sejam mais uma vez solidárias a nós, professores e professoras. Estamos na luta, como sempre. Queremos a garantia de emprego para todos os professores que já trabalham na rede estadual de ensino e lutaremos sem tréguas para conseguir essa vitória.

O governo Alckmin pretende votar o “PL da morte” (PL 920/2017), que corta gastos públicos por 2 anos, na próxima semana, possivelmente no dia 12/12. Na quarta-feira, 6 /12,  colocou-o na pauta e o retirou, mas já contou tempo de discussão do projeto. Se aprovado, irão faltar recursos para a educação, para a saúde, para a segurança e demais serviços públicos. A justificativa é utilizar recursos para pagar a dívida do Estado com o governo federal. Essa dívida é de R$ 232 bilhões, mas desde 2002 o governo do PSDB já deixou de recolher R$ 174 bilhões de impostos de grandes grupos empresariais. Ou seja, se o governo Alckmin não aplicasse essa irresponsável política de renúncia fiscal, 80% desta dívida simplesmente não existiria.

Nossa pressão sobre o governo, particularmente da APEOESP, dos professores, fez com que fosse apresentada uma emenda aglutinativa, da liderança do governo na Assembleia Legislativa, retirando do projeto proibições de reajuste salarial, concursos públicos e progressões na carreira. Sem dúvida um recuo do governo, mas o projeto é inaceitável. Por isso, temos que comparecer em peso à Assembleia Legislativa no momento da votação, por meio de caravanas organizadas pelas subsedes.


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