Notícias

“Delatores estão presos e delatados soltos”, diz Wesley Batista à CPMI da JBS

“Delatores estão presos e delatados soltos”, diz Wesley Batista à CPMI da JBS

“Delatores estão presos e delatados soltos”, diz Wesley Batista à CPMI da JBS – Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O empresário depôs, nesta quarta-feira (8), em reunião conjunta da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a JBS e da CPI do BNDES (do Senado).

Do Congresso em Foco:


O empresário Wesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, negou ter descumprido as cláusulas do seu acordo de colaboração judicial e se disse injustiçado por estar preso enquanto pessoas que delatou estão soltas. “Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. Isso fez o Brasil se olhar no espelho, mas como ele não gostou do que viu, temos delatores presos e delatados soltos”, disse.

O empresário depôs, nesta quarta-feira (8), em reunião conjunta da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a JBS e da CPI do BNDES (do Senado). Para que Wesley fosse prestar esclarecimentos no Senado, a Casa reforçou a segurança e convocou toda a polícia legislativa.

Antes que os parlamentares começassem os questionamentos, Wesley Batista disse não estar arrependido de colaborar com a Justiça e descreveu o processo de delação premiada como uma decisão “difícil e solitária”, além de ter classificado a reviravolta dos benefícios que obteve com a colaboração como um “retrocesso”. “Ser colaborador dá medo e causa muita apreensão. […] Na condição que me encontro, descobri que o processo é imprevisível e inseguro”.

Apesar da expectativa sobre sua fala, ao ser questionado pelo presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), o delator afirmou que não responderia perguntas de deputados e senadores. “Mas tão logo seja resolvida a pendência relativa à minha colaboração, me coloco à disposição para dar as informações necessárias”.

Mesmo com a recusa de Wesley em falar,  Ataídes Oliveira avisou que, mesmo assim, os parlamentares poderiam fazer as perguntas. Aos questionados e provocações direcionadas a ele, Wesley respondeu apenas: “Com todo respeito, seguirei orientações dos advogados e me manterei em silêncio”. O empresário depôs na condição de convocado, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

Os irmãos Wesley e Joesley Batista estão presos desde setembro, suspeitos de usar informações privilegiadas para obter lucro com compra de dólares e venda de ações da própria JBS antes da divulgação do acordo de colaboração que fizeram com o Ministério Público. Joesley Batista, também convocado, prestará esclarecimentos no colegiado no dia 28 deste mês.


2 Comentários

  • No nosso país, a coisa que ninguém gosta de fazer a não ser que seja por coação ou testemunho em Processo, é exatamente ser testemunha. Acontecem casos inexplicáveis em que alguém chega como testemunha e acaba se tornando réu. Não tenho a pretensão de isentar de culpa os irmãos Batista, mas nos casos iniciais envolvendo Jucá e a preparação para o impedimento de Dilma, tôdas as gravações feitas nomes do judiciário que foram citados e nada acontece. O Sr. Gilmar Mendes toma decisões que em judiciários de qualquer outro país que não as Repúblicas de Bananas do mundo ecoariam negativamente, com êle nada acontece. Processos onde, se êle tivesse um mínimo de moral se declararia impedido. decide em favor de pessôas do seu interêsse, e nada acontece com o MANDRIÃO. Infelizmente nosso Brasil passa por uma fase de falta de identidade como nação, que nos envergonha a todos… E pensar que até pouco tempo, tínhamos adquirido o orgulho de ser brasileiro; uma lástima.

Deixe um Comentário!