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Transportes em SP vão parar na Greve Geral

Transportes em SP vão parar na Greve Geral

Transportes em SP vão parar na Greve Geral

Rodoviários, metroviários e ferroviários, da capital e também do interior de São Paulo, definiram por orientar as bases pela mobilização para a greve nacional.

Rodoviários, metroviários e ferroviários, da capital e também do interior de São Paulo, definiram por orientar as bases pela mobilização para a greve nacional contra a reforma da Previdência Social no dia 5 de dezembro. A decisão foi aprovada em reunião das centrais sindicais com dirigentes dos transportes realizada nesta terça-feira (27) na Federação dos Trabalhadores dos Transportes do Estado de São Paulo, na cidade de São Paulo.

Os metroviários de São Paulo podem definir pela participação na greve ainda nesta terça em assembleia.

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Após a divulgação da nova proposta da reforma da Previdência, as centrais sindicais decidiram realizar a greve nacional. O dia 5 foi escolhido para unificar os protestos às vésperas da data em que o governo pressiona para a votação em plenário da reforma, dia 6 de dezembro. O objetivo da greve é evitar que a proposta seja votada.

“Foi uma reunião positiva porque orientou pela greve e vai construir uma mobilização unificada incluindo a divulgação de um documento assinado por todas as entidades participantes do encontro denunciando a reforma e expondo os motivos da greve”, explicou ao Portal Vermelho Wagner Fajardo, da diretoria dos metroviários de São Paulo.

Na opinião do dirigente (foto), a adesão dos transportes é determinante para qualquer greve geral. “Tem um papel muito importante na mobilização de outras categorias. Aqui em São Paulo os metroviários estão encaminhando para decretar a greve através da denúncia da reforma e dando visibilidade à mobilização dos trabalhadores”, informou. De acordo com ele o movimento sindical precisa mostrar que a reforma é muito pior do que se imagina.

“Tem uma campanha pesada do governo, que mente descaradamente para a população, engana e não retrata os prejuízos que a reforma traz retirando direitos, rebaixando benefícios. A nossa expectativa é que a população não entre nesse discurso do governo. Mas a população sabe que o que vier desse governo de baixíssima popularidade significa retirada de direitos”, enfatizou Fajardo.

A reforma de Temer defende a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres e idade mínima de 15 anos de contribuição. Pelas regras atuais, homens com 65 anos e mulheres com 60 anos podem se aposentar com 85% do benefício se contribuírem por 15 anos. Pela reforma de Temer, o valor do benefício despenca para 60% e as mulheres precisam atingir 62 anos de idade. No caso do servidor público, o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos. Para atingir o suposto valor integral, que é contestado por sindicalistas, o trabalhador precisaria atingir 40 anos de contribuição.

Na opinião de Fajardo, a reforma de Temer é prejudicial a todos os trabalhadores. “Atinge aquele que passou a vida programando sua aposentadoria, atinge os aposentados. A forma de correção dos benefícios também vai contribuir para a redução do benefício do trabalhador. As conquistas de valorização do salário mínimo prejudicadas com a reforma trabalhista com certeza vão afetar diretamente a previdência”.

“Este governo não tem legitimidade para fazer qualquer tipo de reforma, em especial a reforma da Previdência que mexe com a economia do país e mexe com a sustentabilidade de milhares de municípios que sobrevivem da aposentadoria dos trabalhadores que serão prejudicados pela reforma”, finalizou Fajardo.

Fonte: Portal Vermelho

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