Opinião

A reforma trabalhista, a ministra e o trabalho escravo

A reforma trabalhista, a ministra e o trabalho escravo

A reforma trabalhista, a ministra e o trabalho escravo – Foto: Beto Barata / PR

O que diria a ministra Luislinda se saísse um dia na rua, andasse de transporte público e se sentasse nas calçadas para ver como está vivendo o brasileiro?

Nossa Política reproduz breve e fundamental publicação de Fernando Horta em seu Facebook sobre a reforma trabalhista, a ministra Luislinda Valois e o trabalho escravo.


É preciso que a esquerda reconheça quando erra.

Isto é essencial. Nós, da esquerda que sempre fomos contra a reforma trabalhista, temos que dar o braço a torcer já no início dela.

Veja que antes mesmo das novas regras trabalhistas entrarem em vigor o salário já mudou de patamar. Agora ele é 4,45 a hora.

Agora, a ministra dos direitos humanos de Temer disse que o salário que ela ganha a coloca na condição de “trabalho escravo”. Ela ganha 33,7 mil. Menos que isto é trabalho escravo.

Vamos calcular quantas horas o nosso novo empregado a 4,45 precisará se esforçar se ele quiser sair da “linha luislinda de escravidão”.

Ele precisará trabalhar 7573 horas.

Contando que ele trabalhará apenas 10 horas por semana ele precisará de 757 semanas para atingir a “linha luislilnda de escravidão”. Isto dá 180 meses ou 15 anos de trabalho para receber o que a ministra recebe por mês e diz ser trabalho escravo. O que é totalmente possível e basta apenas “se esforçar”, conforme o novo pensamento do século XIX da direita brasileira.

A esquerda errou.

A nova legislação trabalhista não “precariza” o trabalho.

Ela torna o trabalho escravo.

E isto dito pela Ministra dos direitos humanos de Temer.


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