A hora do Moro está chegando!

A hora do Moro está chegando!

A hora do Moro está chegando! – Foto: AP Photo/Andre Penner

Enquanto o bombástico depoimento do advogado Tacla Durán à CPMI da JBS se aproxima, Moro é vaiado por procuradores municipais em Curitiba.

Em algum momento da história a Operação Lava Jato será julgada como deve. Não pelos arroubos do antipetismo desenfreado plantado pela mídia e colhido na desconjurada marcha dos moralistas sem moral. Não deve ser sequer analisada sob o olhar de quem “não tem bandido de estimação”, mas idolatra Eduardo Cunha por ter “livrado o Brasil do PT”.

A Lava Jato será julgada pelo povo brasileiro tão logo a neblina do ódio se dissipe.

E neste dia não haverá um só cidadão a concordar com os erros cometidos em busca do que se chamou de “a luta contra a corrupção”. O momento inglório dos protagonistas deste espetáculo que levou o Brasil à bancarrota – e não colocou na cadeia um só tucano – está chegando.

Está chegando o dia do acerto de contas depois da chicana da classe média, da queda de Dilma, da ascensão, corrupção e reformas de Temer; e a Lava Jato foi o estopim de tudo o que aconteceu de ruim neste país nos últimos anos. Porque ao invés de prender os responsáveis pela corrupção, a operação destroçou setores completos da economia brasileira.

Empresas com projetos estratégicos foram reduzidas a pó e acabaram vítimas da prepotência de quem queria limpar tudo tacando fogo. Fogueiras, aliás, que não foram acesas para queimar muita gente que tem a carne intacta nesta sujeira toda.

Um juiz com posições (e presença) políticas definidas em eventos de tucanos jamais poderia julgar um petista. Do mesmo modo, se estivesse ele ao lado de petistas, não deveria jamais julgar um tucano. E que ninguém se esqueça da foto entre Moro e Aécio Neves.  Do colóquio-conchavo, dos risos de achincalhe, das presenças naquele prêmio da IstoÉ, esta revista que publica artigo de colunista pedindo a morte de Lula.

Sérgio Moro, o juiz que só dá palestra em universidades dos EUA, acabou sendo vaiado em Curitiba por procuradores municipais. Vaias que vão aumentar com o tempo. Com o aumento da percepção de que foi tudo um engodo. Quando este momento chegar ninguém vai perdoar quem utilizou a justiça para perseguir e a mídia para massacrar. Como o reitor da UFSC, que foi atirado para o suicídio.

Messianismo algum vai salvar esta gente que criou uma operação para prender petistas e destruir empreiteiras. O castigo vem a cavalo e talvez ele tenha o nome de Tacla Durán, o advogado espanhol que vai depor na CPMI da JBS e promete implodir a Lava Jato com a exposição de documentos comprometedores, no dia 31/11.

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