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Governo do Rio aciona ministro da Justiça no STF

Governo do Rio aciona ministro da Justiça no STF

Governo do Rio aciona ministro da Justiça no STF – Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Torquato Jardim, ministro da Justiça do governo Temer, disse que o comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro estaria fazendo acertos com o crime organizado.

O ministro da Justiça de Temer, Torquato Jardim, disse na última terça-feira (31) que o comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro estaria fazendo acertos com o crime organizado, retrocedendo a situação da segurança pública no Rio a um estado de coisas semelhante ao retratado nos filmes Tropa de Elite 1 e 2.

As acusações do ministro foram alvo de reações de deputados estaduais do Rio. O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), disse que há mais de uma década não existe interferência do crime organizado na segurança estadual. “A declaração é de quem não tem nenhum conhecimento, de quem é irresponsável e de quem age com má-fé”, afirmou.

Em nota divulgada ontem (31), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, rebateu as declarações do ministro e afirmou que o governo estadual e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos. Ele ressaltou que “o comandante da PM, coronel Wolney Dias, é um profissional íntegro”.

Pezão, através do Governo do Estado do Rio de Janeiro, vai interpelar judicialmente o ministro da Justiça, Torquato Jardim, para que o titular da pasta preste esclarecimentos sobre as declarações dadas a respeito da segurança pública do estado.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) protocolou a ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusa o ministro de cometer o crime de prevaricação, quando um funcionário público (no caso, um Ministro de Estado) retarda ou deixa de praticar ato de ofício, indevidamente, ou quando o pratica de maneira diversa da prevista no dispositivo legal, a fim de satisfazer interesse pessoal.

Mesmo depois de todas as polêmicas, o ministro Torquato Jardim reiterou o que disse. Ele classificou como “normais” as reações contrárias às suas afirmações. “Sobre o Rio de Janeiro, não sei, já falei o que tinha que falar. Nenhuma reclamação. Reações são normais”, disse.

Com informações do Jornal do Brasil.

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