Editorial

Editorial | Em que ‘front nacional’ atuará Luciano Huck?

Em que ‘front nacional’ atuará Luciano Huck?

Editorial | Em que ‘front nacional’ atuará Luciano Huck?

Não seria senão na defesa dos próprios interesses e dos interesses de uma classe historicamente privilegiada que o apoiaria.

O apresentador Luciano Huck publicou artigo na Folha de S.Paulo para anunciar que não disputará as eleições de 2018, como fora noticiado ontem aqui. A decisão, segundo ele foi tomada em consideração aos familiares e aos amigos e que o refuto não o impedirá de trabalhar pelo país. Num trecho, Huck afirmou:

Tenho hoje uma convicção ainda mais vívida e forte de que serei muito mais útil e potente para ajudar meu país e o nosso povo a se mover para um lugar mais digno, ocupando outras posições no front nacional, não só fazendo aquilo que já faço, mas ampliando meu raio de ação ainda mais.

Que front nacional seria este? É a linha de frente do empresariado e do mercado, a liga dos poderosos, os mais ricos, aqueles do 1%. Não nos esqueçamos de que Luciano Huck estava sendo ancorado por Armínio Fraga, Abílio Diniz e Nizan Guanaes. Que criaram o chamado “fundo cívico” para bancar e eleger deputados em 2018.

O que defenderiam estes políticos eleitos pelas graças do neoliberalismo de açougue? Quem seria estas pessoas e o que projetos defenderiam na Câmara dos Deputados? Em que front nacional atuariam?

Não seria senão na defesa dos próprios interesses e dos interesses de uma classe historicamente privilegiada. Como disse Dilma, existe uma manipulação eleitoral que preza pela política social de auditório.

Fora do pleito, Huck vai ampliar o tal fundo cívico.

E vai continuar sendo o garoto propaganda do Itaú, de outras tantas dezenas de marcas; continuará apresentando o Caldeirão, fazendo a política social de auditório por audiência e publicidade na TV, coisa própria de quem vive descolado da realidade, mas precisa dela para ganhar dinheiro.

“Ele ajuda as pessoas mais pobres”, diria alguém na rua sobre o apresentador global.

O povo não precisa de ajuda muito mais do que precisa de dignidade para viver. A dignidade que foi surrupiada em 2016. O mundo real é muito diferente dos enquadramentos de uma câmera, um fundo musical emocionante e uma ajuda que só vai durar o desligar dos equipamentos de gravação.

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