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Fernando Holiday utilizou dinheiro não contabilizado para pagar contas pessoais

Fernando Holiday utilizou dinheiro não contabilizado para pagar contas pessoais

Fernando Holiday utilizou dinheiro não contabilizado para pagar contas pessoais

Quem afirma é Cleber Santos Teixeira, ex-advogado do líder do MBL e vereador de São Paulo, Fernando Holiday.  Teixeira apresentou denúncia no MPF.

Do El País:


O vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM), um dos coordenadores nacionais do Movimento Brasil Livre (MBL) e um dos novos nomes que entraram na política nas eleições municipais, teria feito uso de dinheiro não contabilizado em sua campanha no ano passado, segundo Cleber Santos Teixeira, que atuou como advogado da sua campanha em 2016. Esse dinheiro não contabilizado, diz Teixeira, foi usado para pagar contas pessoais, como a mensalidade de sua faculdade, e despesas da campanha, como gastos com combustível, alimentação e cabos eleitorais.

Ele sustenta que o parlamentar só declarou à Justiça Eleitoral metade do valor que recebeu em doações. De acordo com a prestação oficial de contas do democrata, sua campanha arrecadou 59.164,14 reais, e terminou com uma sobra de 543,32 reais. Procurado pelo EL PAÍS, o vereador não atendeu ao pedido de entrevista, e negou, por meio de nota, todas as acusações, dizendo se tratar de mentiras ditas por pessoas “com graves desvios morais”. “Há meses o próprio Fernando Holiday requereu uma severa investigação de suas contas de campanha ao Ministério Público a fim de que fiquem claras as mentiras, porém jornalistas militantes e pessoas expulsas durante a campanha por graves desvios morais e indecente interesse em cargos públicos se aliam para inventar fatos no intuito de desenterrar uma fantasia que, por falta de embasamento, já se demonstrou falsa“.

Cleber Teixeira divulgou um vídeo em sua página na internet com essas e outras acusações, e afirmou ainda que chegou a ser ameaçado de morte por pessoas ligadas ao MBL. Veja vídeo abaixo.

O advogado, que consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como tendo sido representante legal da campanha do democrata, apresentou na semana passada uma denúncia ao Ministério Público Federal e entregou uma série de documentos às autoridades que comprovariam a contabilidade ilegal na campanha em que atuou, razão pela qual teria se recusado a assinar a prestação final de contas apresentada à Justiça.

Ele afirma que o fato de estar sendo ameaçado o desvincula de sua prerrogativa de sigilo profissional em relação a seu ex-cliente. “Porque eu tenho que escolher pelo direito à minha vida, à minha integridade física, à integridade da minha família. Decidi contar tudo”, diz. Desde o início deste ano, Teixeira não trabalha mais com o vereador paulistano. Ele atua hoje como advogado do ator Alexandre Frota, que disputa na Justiça a propriedade das logomarcas e do nome MBL. (…)


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